Lula defende exploração de terras raras e industrialização mineral no Brasil

Lula em visita à África do Sul
Lula em visita à África do Sul. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

Em cerimônia realizada nesta segunda-feira (18), em Campinas (SP), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu que o Brasil acelere o mapeamento e a exploração de terras raras e minerais críticos. Durante a entrega de novas linhas do acelerador de partículas Sirius, Lula destacou que o país detém a segunda maior reserva mundial desses elementos, mas que ainda carece de conhecimento pleno sobre seu território e de capacidade industrial de processamento.

O presidente aproveitou o evento para comentar a geopolítica internacional, sugerindo que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deveria cessar as disputas comerciais com o líder chinês Xi Jinping para que ambos se associem ao Brasil em projetos tecnológicos e minerais.

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Lula defende industrialização de minerais críticos

Lula enfatizou que o governo federal não aceitará apenas a extração bruta dos minerais, como ocorre historicamente com o ouro e o minério de ferro. Segundo o presidente, a estratégia do governo é garantir que o processamento e a industrialização ocorram em solo brasileiro, agregando valor à produção e gerando desenvolvimento tecnológico interno.

“Não temos veto a ninguém: pode vir chinês, alemão, francês, japonês ou americano. Mas o Brasil não abre mão da sua soberania. Os minerais críticos são nossos e a gente quer explorar aqui dentro”, afirmou o presidente.

Atualmente, a China domina 90% do processamento mundial de terras raras, elementos essenciais para a fabricação de smartphones, baterias de carros elétricos, turbinas eólicas e tecnologia militar. Recentemente, o Brasil rejeitou uma proposta de cooperação dos EUA por considerar que o modelo feria a autonomia nacional sobre os recursos.

Presidente cobra avanço científico no mapeamento mineral

O presidente ressaltou que o Brasil conhece apenas 30% das riquezas minerais de seu território. Para mudar esse cenário, Lula apelou à comunidade científica presente no Sirius para que a tecnologia de luz síncrotron auxilie no mapeamento geológico, evitando a demora de métodos tradicionais de perfuração.

“Se a gente depender de fazer estudo cavando buraco, vai demorar muito. Precisamos da inteligência e da ciência de vocês para dar um salto”, declarou aos pesquisadores. Além da pauta mineral, Lula abordou a educação e a ciência, criticando a tendência de jovens escolherem cursos superiores baseados apenas na rentabilidade financeira.

O presidente citou a medicina como exemplo, afirmando que muitos estudantes buscam a área para abrir clínicas particulares e “ganhar muito dinheiro”, em vez de atuar no Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo ele, cabe ao Estado orientar a formação de profissionais para áreas estratégicas que o país necessita.

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