A dura penitência de Cássio

{arquivo}O ex-governador Cássio Cunha Lima chega ao final do ano de 2010 acumulando um fato inédito na história política do estado: obteve a maior votação para o Senado pelo voto direto – mais de 1 milhão -, foi o mais importante e decisivo aliado no processo de eleição do governador Ricardo Coutinho, mas não poderá sentar à mesa dos proclamados nesta sexta-feira pelo Tribunal Regional Eleitoral.

Uma manobra jurídica produzida pelo advogado Torquato Jardim, da parte do deputado federal Wilson Santiago, terceiro mais votado na disputa senatorial, nos últimos dias da semana procrastinou o envio do processo de Cássio para o Supremo Tribunal Federal expirando assim o prazo de admissibilidade de medida liminar em favor do ex-governador.

Todos estão carecas de saber que Cássio acabou atingido pela famosa lei “Ficha Limpa” levando os Tribunais Regional o Superior a lhe negarem registro de candidatura, entretanto, ao ex-governador paraibano não foi oferecido as atenuantes garantidas ao ex-governador do Rio, Antony Garotinho, e ao deputado federal Paulo Maluf, por exemplo.

Lá no bairro da Torre, os juristas costumam tratar tal questão como “dois pesos e duas medidas”.

O fato é que a nova conjuntura acaba avolumando o processo de dificuldades para o ex-governador, mesmo ele se sentindo injustiçado tremendamente, mas não se deixa entregar mantendo a fé de que em 2011 possa garantir o registro e mandato.

Pelo andar da carruagem, conhecendo de perto os dramas processuais e seus efeitos, não é demais afirmar que poucos na vida contemporânea teriam ou têm condições de enfrentar e suportar tamanha penitência imposta a um ainda jovem líder político de valor.

Como diz Roberto Carlos, coisas da vida, choque de opiniões.
 

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