SÃO PAULO – A cidade de João Pessoa melhor dizendo, setores da classe média para cima, freqüentadora dos bons restaurantes da Capital vive em estado de choque diante da informação / tragédia difundida com a morte do empresário Júlio Santos, nesta quinta-feira, quando vistoriava a ampliação da mais importante churrascaria do pedaço.
Júlio representou enquanto vida teve a dedicação extremada a um negócio de alta competitividade, como o é o setor de restaurantes, especialmente o de carnes (churrascaria) de uns tempos para cá também oferecendo cardápio das outras cozinhas japonesa, italiana, etc. A estratégia deu certo aliada ao fator preço e qualidade.
Mas, como disse, não há uma só pessoa que sempre freqüentou o Terere, portanto o conhecia, que não tenha expressado nas ultimas horas um ar de espanto, de incompreensão como é que, em alguns casos, a vida oferece tamanha pancada no juízo e na vida das pessoas.
Júlio César depois do sucesso da casa, já com expansão notada ao adotar um estacionamento privado à beira mar para atender sua clientela, tomou a decisão de investir tudo na construção de dois novos pavimentos ali na beira-mar do Cabo Branco.
Mas, eis que a quinta-feira em plena tarde resolveu transformar em cena dolorida ao vê-lo despencar do ápice da gloria, através de uma laje em construção num dos andares, afetando de morte toda uma trajetória de crescimento à base de luta, dedicação e esmero sem os quais o resultado seria extremamente diferente.
Agora, como se deu num caso recente de um comerciante José Walter,do ramo de mercadinhos, que foi com a esposa usufruir do lazer numa motocicleta e, ao cair numa curva, nunca mais retornou à vida normal e partiu deixando seu filho com a responsa de tocar o negócio fico a imaginar o mesmo drama dolorido demais em torno dos familiares o filho de Júlio César dos Santos, um guerreiro vitorioso, mas que a sentença da partida chegou mais cedo, covarde e fatal exigindo agora respostas à indagação de como tudo será no Terere a partir deste momento.
Como a cidade adotou a casa de Júlio César pela qualidade do lazer gastronômico oferecido, mais do que nunca agora é contribuir com a luta ausente do empresário fazendo o mínimo como cumplicidade, ou seja, manter a freqüência na condição de tributo à expressão da vitória dos destemidos derrotada pela imprudência comum nos empreendedores que correm risco pensando que a morte nunca chegará.
Aos amigos e funcionários da Churrascaria Tererê, mais do que lamento, a hora é de solidariedade para dar sequência in memorian ao legado de Júlio César.

