O ápice da alegria de Thiago Formiga

É da espécie humana a dádiva de nascer e conviver com o mundo desconhecido e passar a habitá-lo para fora e para dentro de si visando superar as adversidades, ora convivendo com elas, ora construindo meios de ir mais longe em busca da tão propalada qualidade de vida.

Quando se tem no contexto desses valores a sabedoria extraída da educação continuada e, mais além ainda, o domínio sobre o juízo advindo do quengo humano, então estamos diante de um ser humano provido de excelência, sobretudo, quando lapida suas crias com conhecimento e beleza de comunhão.

Preâmbulo extenso assim só poderia servir para gente de qualidade máxima, como é o caso do médico Thiago Formiga, ontem transformado em menino envelhecido, sorridente por natureza, por entregar sua jóia rara de nome Andréa à consciência do dever cumprido de pai que ama monumentalmente seus filhos.

O casamento de Andréa com Fábio Araújo, um belo e jovem casal, fez de Dona Socorro e Thiago Formiga a expressão do contentamento que une uma história de mimos, educação qualificada e, agora, a oportunidade de conviver com a possibilidade de recriação para eternizar com os filhos à frente a história desse casal espetacular.

Na vida, além de oferecer educação de qualidade a Armando, Luciano, Thiago Filho e Andréa, Thiago Formiga foi o condutor mais sensato que conheço no exercício e tratamento humanizado das pessoas com deficiência mental no Estado. Médico psiquiatra, quando fora de casa e no exercício da profissão deu jeito humanista a um segmento sempre tratado na loucura da força.

Pelo que meus olhos alcançam, sua trajetória é uma das primeiras na Paraíba a desmistificar o tratamento rude de antes permitindo aos homens e mulheres necessitadas de cuidados mentais uma forma humana de inseri-los na ambiência familiar.

Este pombalense que o bairro da Torre importou para sua fase histórica áurea poderia passar na Europa, como entre os torrelandenses, como filho de alemão, polonês – a raça ariana que Hitler transformou em doença mental. Mas, não, Thiago sempre com seus gestos conciliadores preferiu fincar os pés entre nós na construção de um legado na medicina e na sua família, sempre terna e avançada.

Pois bem, ontem, o homem de estirpe e dimensão transoceânica se permitiu dizer a si e ao mundo que cumpriu outra missão com distinção e louvor, agora na nova fase de vida de seu brilhante humano, mina de ouro de Dona Socorro, para gerar novo tempo de sobrevivência e futuro, apesar da dor da separação da menina que virou mulher.

Dona Socorro e Thiago têm muito o que contar, mas nada se iguala à sexta-feira, 6 de Novembro de 2009 – data histórica porque consolida o ciclo de formação humana adulta aos seus filhos – todos jóias raras de reconhecimento além Torrelândia.

Como diz o poeta, “o nome a obra imortaliza”.

Ausência não sentida

Juro que me preparei para estar presente ao casamento de Andréa, mas a missão da sobrevivência empresarial me puniu com a ausência na solenidade histórica porque deixei Natal, para onde fui com meu filho, Vincius, já sendo noite portanto chegando em João Pessoa um tanto tarde, ainda tendo o aniversário de minha esposa, Carla, para comemorar.
Sem o dom da onipresença, optei por ficar em casa com familiares e amigos de Carla celebrando uma data especial, que as obrigações quase me deixam também fora desse instante.

Como não fizemos falta no casamento, fica nossa presença de cumplicidade com o futuro de Andréa e Fábio. Serei um padrinho “a doc”, voluntário mesmo, para ajudar no que for possível.

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“A luta continua…”

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