Ministério rebate vídeo de deputados bolsonaristas e nega interrupção das obras do Ramal do Apodi

MIDR afirma que interrupção do fluxo de água é temporária e que estruturas provisórias representam menos de 0,05% da extensão da obra

Trecho das obras do Ramal do Apodi durante execução da transposição do Rio São Francisco.

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) divulgou uma nota para contestar informações apresentadas em um vídeo publicado nas redes sociais pelo deputado estadual do Ceará, Carmelo Neto (PL), e pela pré-candidata a deputada estadual Bella Carmelo. Na gravação, os dois afirmam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva inaugurou uma obra inacabada da transposição do Rio São Francisco e questionam a ausência de água no túnel Major Sales, além da utilização de contêineres em trechos do canal.

No vídeo, gravado no Ramal do Apodi, Carmelo Neto afirma que o presidente inaugurou uma estrutura “que não está pronta” e sugere que a cerimônia teria ocorrido antes da conclusão da obra por causa das restrições do calendário eleitoral. O parlamentar também questiona por que a água não estava passando pelo túnel e classifica o empreendimento como uma “obra fake”. A publicação ainda mostra uma abordagem de funcionários que impedem a entrada da equipe em áreas da obra.

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Em resposta, o MIDR informou que as alegações divulgadas são falsas e explicou que, durante a inauguração do túnel Major Sales, localizado na divisa entre a Paraíba e o Rio Grande do Norte, foi realizada apenas uma liberação controlada de água para testar a capacidade operacional do sistema.

Segundo o ministério, a passagem de água foi interrompida temporariamente para garantir a continuidade e a segurança das obras, conforme previsto no cronograma técnico. A pasta acrescentou que uma nova liberação estava programada para ocorrer na semana seguinte.

O governo federal também esclareceu que, após a conclusão dessa etapa de testes, o envio de água seguirá conforme a demanda apresentada pelo governo estadual e dentro das regras previstas na outorga de uso dos recursos hídricos.

Outro ponto abordado pelo vídeo foi a presença de contêineres sobre o canal. De acordo com o MIDR, essas estruturas são provisórias e foram instaladas para permitir o tráfego de pessoas e veículos nos locais onde o canal cruza estradas, até que sejam concluídas as passagens definitivas em concreto.

Ainda conforme a nota, o Ramal do Apodi possui 115 quilômetros de extensão, e os contêineres ocupam menos de 0,05% de toda a obra, sendo utilizados apenas em pontos específicos durante a fase de construção.

O ministério reforçou que o cronograma da obra segue normalmente e que as intervenções observadas fazem parte da execução do empreendimento, sem comprometer sua conclusão ou o futuro abastecimento de água para os estados beneficiados.

 

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