Há um esforço enorme entre aliados do ex-governador Cássio Cunha Lima e do senador Efraim Morais para construir junto ao senador Cícero Lucena a sua desistência na disputa do Governo de 2010, sob o argumento de que as condições da conjuntura estimulam a necessidade de um acordo político com o prefeito Ricardo Coutinho, de João Pessoa.
O esforço é real tanto quanto inútil porque Ciço, como chamam seus mais íntimos, está irredutível: vai ser candidato até o fim, custe o que custar.
Tal realidade exprime sem grandes esforços uma constatação: a Oposição na base tucana está com conflito de Foco, ou seja, enquanto Cássio, Efraim e companhia consideram o adversário maior o atual governador José Maranhão, Cícero e seus aliados acham diferente: seu maior desafeto é Ricardo pelo histórico passado conhecido.
É este confronto que divide e atrapalha a tal unidade das Oposições, sem levar em contar, que precisa ser levado, o fato do vinculo muito forte do senador com o governador de São Paulo, José Serra, condição essa a levar Cícero a manter o palanque aceso para o paulistano capaz.
Sem tirar nem por pode chover canivete, mas Cícero está convencido de sua candidatura como missão partidária, bem acima do Foco estadual mais imediato em busca do Poder.
Danado é que os 14 % atribuídos a ele pela recente pesquisa Ibope vitaminou o senador.