A eleição na OAB e sua atual significação

De repente, quando a candidatura à reeleição de José Mario Porto parecia praticamente resolvida como ‘em céu de brigadeiro’, mesmo tendo como opositor à época recente o advogado Marcus Caju, eis que, o segmento se viu impactado desde a semana passada com a candidatura do advogado Odon Bezerra à presidência.

Os primeiros momentos do processo serviram para que todos pudessem entender esse significado, não tão difícil de se traduzir.

Primeiro, que a OAB se mantém em alta de prestigio, e como tem crescido em número de filiados após o Exame da Ordem na mesma proporção, cresceu também o desejo permanente de outros advogados, que não os em apoio à Situação, de ascender ao comando da instituição, razão pela qual a Oposição (via Caju) resiste, agora adicionada dos descontentes, antes próximos de José Mário, mas decididos a conspirar por um novo processo na entidade.

Diante da novidade, uma pergunta o que e quem está por trás desse engenho?: primeiro, a vontade de muitos de ascender ao comando da Ordem; segundo, descontentamentos abrigados com outros interesses aparentemente difusos, passaram a convergir na essência do que é ser Oposição, ou seja, buscar ganhar o Poder.

Dentro desse diapasão a engenhosidade de Roosevelt Vitta, Assis Almeida, Marcelo Figueiredo, etc passou a construir a maior das conspirações contemporâneas sob vários pretextos, entre eles o argumento de revezamento de advogados no camando. Tem mais: espalharam que a chapa de José Mário era cassista demais, daí a ‘rebelião’ de maranhistas unidos com outros interesses.

Pelo menos é isso o que tem afirmado o presidente José Mário Porto, agora sem frear a saída de outros personagens de sua chapa. Um advogado famoso, me disse por telefone: com essa nova rearrumação vou mudar o voto.

Ora, se há essa articulação bem engendrada para obter êxito, só mesmo com um nome sem muitas arestas – este o de Odon Bezerra que, salvo problemas de ultima hora, tende a ser mais na frente o que quase foi: desembargador, menos agora porque para ser presidente não pode ser magistrado ou reciprocamente.

Em síntese, a hegemonia de José Mário Porto agora está ameaçada precisando de muita engenharia porque a turma do contra construiu desta feita um projeto ameaçador.

Nem tudo está perdido, é verdade, mas que balançou, não temos dúvidas: balançou. No mínimo, lembrando a canção de Petrucio Amorim, “pra subir mais alto vai ter que suar…”.

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