Muita novidade para rolar

BRASILIA – Não se trata propriamente de dado geográfico, mas impressiona como na Capital Federal as conspirações são fartas e geradoras de muitos fatos, alguns deles interferindo no futuro da Paraíba.

Por enquanto, são os bastidores de muita negociação quem mais dizem, onde todos os principais políticos paraibanos vivem em conchavo seguramente a gerar fortes desdobramentos.

A síntese central de tudo é identificar os passos do governador José Maranhão na direção do PT, PDT – de Damião Feliciano, PP (hoje com Enivaldo e Aguinaldinho Ribeiro), bem como do ex-governador Cássio Cunha Lima, que já voltou a operar politicamente, dos senadores Cícero Lucena, Efraim Morais, além de Ricardo Coutinho – nome forte no tabuleiro político – da mesma forma que Luiz Couto, Veneziano e Wilson Santiago.

De todos os nomes citados, sem dúvidas recai sobre Cássio a maior expectativa do momento porque de sua decisão o jogo será deflagrado definitivamente.

Cássio é leal a Cícero, mas enxerga o futuro por parâmetros diferentes do seu companheiro de jornada. Aliás, ele tem dito isso a Serra e Aécio porque entende que a candidatura de Cícero não tem força para vencer, por isso a persistência pode até refazer o caminho de Ricardo reaproximando-se de Maranhão. Ele indaga? ‘Será que o PSDB quer perder duas prováveis eleições para o Senado? Prefere correr risco” – daí o pragmatismo se voltar para Ricardo, hoje com mais desenvoltura de oposição do que o senador.

Só que Cícero “quer ver o diabo”, como se na Torrelândia, mas não aceita conviver com Ricardo. Qualquer movimento pro PSB certamente Ciço, como tratam os mais íntimos, certamente ficaria com Maranhão.

Nesse processo tem o PT e Efraim Morais porque o petismo está rachado na disputa pelo comando e pela aliança do próximo ano, portanto, uma derrota de Couto – hoje já nas probabilidades do que antes inexistia – levaria o partido aos braços do atual governador, logo restaria a Ricardo buscar o apoio do DEM. Pode parecer equação difícil, mas está sendo jogada.Nonato Bandeira, o estrategista, que o diga.

Ah! Antes que esqueça: Damião Feliciano esteve com o governador e o PDT ficará no esquema governista, algo já conhecido pelo partido de Lupi.

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