Por onde anda o Plano, aquele do futuro

Permitam – me partilhar uma inquietação antiga que, desde os bancos universitários, já ouvia professores e lideranças políticas falarem tanto do tal Planejamento do futuro.

Não sei se faltei alguma aula de Plauto Andrade, sempre muito atencioso com as novas gerações, mas desde os tempos da UFPB que meu juízo vive à cata de um Planejamento definitivo para servir de referencia na direção do futuro do nosso Estado e não encontro facilmente.

Olhando assim, apressado, creio que lembro das ações de João Agripino, mas nem posso falar tanto porque a memória chega no Maximo no planejador Juarez Farias; tem ainda o Plano das Águas de Wilson Braga, que fez água por varios problemas; Burity I – alguma coisa; Mariz inventando o Plano de Desenvolvimento Sustentável perdido na gaveta seguinte de Maranhão, bem – feitor de obras no segundo governo e Cássio tratando de importantes ajustes da máquina, mas sem tempo nem sossego para ações de grande impacto estrutural no campo sócio-econômico.

Sem pedantismos, não dá para ignorar a importância proporcional de cada um com ações ali ou acolá; investimentos no setor xis, outro no Y, etc, mas, um Planejamento do tipo que Celso Furtado construiu para Juscelino Kubitschek se imortalizar, meu quengo até se esforça muito para identificar, mas não consegue enxergar algo com essa magnitude.

Agora mesmo, o Governo Maranhão vive essa dicotomia: ele tem e sabe o que quer, mas nem sequer a equipe está completa inteiramente porque, entre outras coisas, fala o planejador, digo o secretário de Planejamento.

Na Paraíba, sempre que alguém ascende fica como que “meio proibido” de falar dos anteriores, mas, independentemente de qualquer coisa, lembro de uma ação muito especial – como se fosse um be-a-ba – organizado pelo economista Sergio Buarque de Holanda, irmão do senador Cristovam, fruto de articulação de Franklin Araujo.

Lembrei-me de Ronald Queiroz, Ademir Alves, Mauro Nunes, Adalberto Barreto agarrados na construção desse tal Planejamento Estratégico mas sem êxito porque com a morte de Mariz tudo o que havia sido levantado se foi com ele (o imortal Constituinte nota 10).

Pois bem, dentro de uma inquietação tanta em face dos compromissos tantos com nossas futuras gerações, haverei de buscar, cobrar, estimular a construçao urgente do que já temos acumulado – basta reunir os Planos passados – para gerarmos um grande Pacto, algo muito difícil de acontecer, em cima de 10, 15, 20 pontos prioritários para nosso Desenvolvimento.

Tudo bem, vocês têm razão em considerar isso utopia, mas no alto de minha singeleza da Torrelândia vou fincar bandeira para querer mais de nossos lideres políticos na direção do futuro – e isso só se constrói com Planejamento bem efeito.

No nosso caso de agora precisando ser mais ousado.

Silêncio ensurdecedor

O ex-governador Cássio Cunha Lima ainda não voltou à baila nem está preocupado em antecipar seus passos políticos na direção do futuro próximo quando vai encarar nova fase de sua vida de homem público.

No tabuleiro político de agora, alguns dos principais atores já se manifestaram: o governador José Maranhão age para construir a sua reeleição, por sua vez o prefeito Ricardo Coutinho, de João Pessoa, já não domina seu nome Paraíba à fora como pré-candidato pra valer e, da parte do grupo do ex-governador, o senador Cícero Lucena insiste em lembrar seu nome mas sem entusiasmar nem mesmo seus seguidores mais de perto.

No cenário, também de linha de frente, o senador Efraim Morais também fala sempre em sua candidatura ao Governo reproduzindo o mesmo problema do que acontece com Cícero – todos sabem, poucos acreditam que irá de fato até o fim.

É por essas e outras que a fala e posição do ex-governador terá efeito decisivo para se entender melhor a projeção do que acontecerá em 2010, tanto na disputa para o Governo quanto no Senado Federal – nesse ultimo caso reservando duas vagas na disputa.

Em termos concretos ninguém pode assegurar absolutamente nada do que Cássio poderá fazer. Se ele sempre foi reservado em fases mais tranqüilas, imaginem neste momento de recomposição de ânimos e releitura da vida pessoal e político – partidária.

Certamente, que deverá voltar breve ao campo do debate, até porque gosta e muita gente depende de seu esforço mas, a dados de hoje, certamente que tudo é imprevisível diante do silêncio contumaz do ex-governador.

Crise no Ministério Público

Nesta quinta-feira, em entrevista, a Procuradora de Justiça, Janete Ismael, deixou claro que é favorável a um ajuste na norma interna do Ministério Público regendo as eleições para Procurador Geral de Justiça – condição reprovada pela maioria do setor.

Mas, o que mais irritou a classe foram suas avaliações sobre inexperiência dos promotores.

Vem reação por ai.

Outro Procurador Geral a favor

O procurador Geral de Justiça do Rio Grande do Norte, José Augusto, está em João Pessoa participando de encontro da área e, abordado pela reportagem do WSCOM Online disse que é favorável à manutenção das regras vigentes.

A argumentação do governador

Em Brasília, onde esteve nesta quinta-feira com os presidentes do Senado e Câmara Federal, o governador Maranhão voltou a se queixar das condições em que encontrou o Governo.

Mesmo, anteriormente, dizendo que não adotaria política de retrovisor, ele responsabilizou o governo anterior de desmandos.

O tempo como razão

Por telefone, dois ex-assessores do primeiro escalão disseram que não vão ficar batendo boca com o governador Maranhão, mas discordam inteiramente das declarações.

Disseram mais: ‘saber governar é outra coisa’.

Proposta sem sentido

O deputado federal Wilson Braga exagerou na dose nesta quinta-feira a propor ao presidente Lula que venha a ser candidato ao Senado pela Paraíba.

Lula, de fato, tem prerrogativa para ser candidato em qualquer estado, mas há outros prioridades políticas no seu caminho.

Última

“Se eu tivesse mais alma pra dar/ eu daria/
isso pra mim é viver…”

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