A maioria dos acionistas da Warner Bros. Discovery aprovou a venda integral da companhia para a Paramount, avançando mais uma etapa na concretização de uma das maiores fusões da indústria do entretenimento. O acordo, que pode alcançar cerca de US$ 110 bilhões (R$ 545 bilhões), ainda depende de aval regulatório nos Estados Unidos.
A proposta, liderada por David Ellison, prevê o pagamento de US$ 31 por ação e inclui as dívidas da empresa. O modelo apresentado foi considerado mais vantajoso após meses de negociações e disputa com a Netflix, que optou por não cobrir a oferta.
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A negociação se arrasta desde o fim de 2025, quando a Netflix demonstrou interesse inicial em adquirir parte dos ativos da Warner, com foco nos estúdios e no streaming. Posteriormente, a Paramount entrou na disputa com uma proposta mais abrangente, envolvendo toda a operação da companhia, incluindo canais de TV, e assumiu a liderança nas tratativas.
Caso seja concluída, a fusão deve formar um gigante global do entretenimento, reunindo marcas de peso como HBO, DC Comics e franquias como Harry Potter e Game of Thrones. A nova empresa poderá alcançar cerca de 200 milhões de assinantes em suas plataformas.
Além do impacto financeiro, a operação tem potencial para alterar o equilíbrio do setor, ampliando a escala da Paramount em um mercado cada vez mais concentrado no streaming e dominado por grandes players. Diferente da proposta da Netflix, o acordo inclui toda a estrutura da Warner, como a CNN e outras redes de televisão.
Com a aprovação, a família Ellison também deve assumir o controle de importantes ativos jornalísticos dos Estados Unidos, incluindo a CBS News e o programa 60 Minutes.
Analistas avaliam que a fusão pode fortalecer a produção de conteúdo, ampliar o catálogo e aumentar o poder de negociação da nova companhia frente a concorrentes como a própria Netflix e a The Walt Disney Company.
Apesar do avanço, a conclusão do negócio ainda depende da análise de órgãos reguladores norte-americanos, que devem avaliar possíveis impactos sobre a concorrência e a concentração no setor de mídia.