NOVA YORK – A semana começou com fortes informações e explorações de alguns fatos dando o tom de embate duro entre as duas maiores forças políticas do estado tendo como pano de – fundo a luta do grupo do governador Cássio Cunha Lima para se manter no poder e, do outro lado, com o senador José Maranhão buscando influir para acelerar o rito processual no TSE visando o agendamento de pauta do processo de cassação do chefe do executivo.
Maio, em síntese, começou como a jogada típica do tudo ou nada sobretudo para o grupo de Maranhão, pois, sem que o processo entre em pauta seu poder de fogo passa a ter outra contextualização na hipótese também existente de não julgamento ainda em 2008.
O fato, repito, é que todas as fichas da Oposição na Paraíba estão concentradas em Brasilia onde, nesta terça-feira, o ministro Carlos Ayres de Britto assume o comando soberano das eleições municipais e agora é o todo poderoso do Tribunal Superior Eleitoral. Por coincidência é o relator do processo da Paraíba, portanto, cabendo saber agora se ele se mantém relatando a matéria envolvendo o governador Cássio ou não.
Nos últimos dias, aliás, o ministro tem sido procurado pela Imprensa para se manifestar sobre o processo do governador paraibano dando explicações com direito a interpretação de todas as formas. Por enquanto, reproduzo parte das palavras dele: afastar um governador não é a mesma coisa de um prefeito.
No rol do movimento presumível nesta fase ainda há a pressão para que o ministro Caputo Bastos se afaste de votar no processo por ter recebido no primeiro governo Cássio numerários advogatícios na ordem de R$ 500 mil cujo afastamento só se daria por motivação ética porque no quesito normativo não há impedimento nenhum.
Como se vê, maio chega com as energias todas tomadas para este aspecto deixando obviamente outras ações básicas do Estado em segundo e terceiro planos, pelo menos para Oposição.
Ausência
A posse do presidente do TSE, Ayres de Britto, não terá a presença do governador Cássio, pelo menos dizia ele até ontem.
A causa: não gerar qualquer tipo de constrangimento.
Presença
Já o senador José Maranhão deve se fazer presente à posse do novo dirigente do TSE.
<Última
Roda mundo/ roda gigante/
Roda moinho/ roda pião…