MACEIO – A vida, como oportunidade de crescimento humano, pôs o atual governador do Estado, Cássio Cunha Lima, a construir lá atrás de Campina Grande (como berço) em diante, a raiz de seus relacionamentos com o mundo. A rigor, seus primeiros passos foram dados mesmo sob o sol carioca de Ipanema o que o faz urbano mais do que rural e com diálogos fáceis com outras aldeias sociais.
Campina é um misto de realidades, mesmo que interiorana – universal, como se fosse (mal comparado) a uma cidade Basca sem as lutas de morte produzidas na Espanha, sempre a defender seus interesses ruidosamente. Mas, é no bairrismo pré-pós-moderno de Campina, que Cássio foi forjado para o mundo político protegendo-o ali dos malefícios vivenciados em outros espaços urbanos, entre os quais João Pessoa.
As grandes vitórias de Cássio e Ronaldo, sem Campina inexistiriam, daí o afeto maior e reciprocidade de encantos mútuos. É da natureza humana reagir sob efeito do tratamento recebido.
Detenho-me outra vez a essa questão porque ensaia-se, agora sem discurso e mais operação de vida mesmo, uma nova fase do governador Cássio em resolver de vez pendências e resistências enfrentadas ao longo dos anos com a capital paraibana.
Cássio anda mergulhado expressivamente sobre essa questão. Tem mapeado a história, revisto tantos fatos políticos, avaliado seus passos e ações concretas em João Pessoa, agora se dispondo a agir mais do que contemplar ou desejar superações.
A simbologia de tudo narrado pode ser interpretado pela decisão de aprofundar o zelo com a historia da cidade a partir dos seus símbolos máximos, um deles a casa onde morou o presidente João Pessoa. Concretamente, como disse outro dia em jantar, há uma ação de vulto sendo produzida não só recuperando o imóvel na Praça João Pessoa, mas projetando novos equipamentos em torno do monumento para lhe dar vida e visitação como culto à história.
Concretamente, depois de todos os anos, é a primeira vez concretamente que um governante produz a recuperação desse equipamento-simbolo.
Em tese zelo pode parecer pouco para relações políticas mais densas e profundas, mas como símbolo interpreta um gesto positivo de Cássio em produzir ações de encanto com a cidade de João Pessoa, ao invés de reverberar discursos e promessas de amor.
Ele sabe, inclusive, que vão ser indispensáveis muitos outros gestos sobretudo, com a sociedade organizada, as famílias tradicionais, a proximidade frequente com os lugares mais humildes (aliás, onde tem mais receptividade) mas, sobretudo, permitindo ações que afetem para melhor a qualidade de vida do pessoense.
Ainda não está concebido, formatado de vez, o conjunto de medidas e atos comuns, como seu envolvimento maior com a agenda sócio-cultural da cidade, entretanto, percebe-se que desta vez o governador quer sair da retórica, encarar cada dificuldade, resistência e buscar a empatia de quem precisa tirar incômodos do caminho para novos vôos até mesmo fora daqui( daí).
Pode ser que não resulte em nada, mas agora é pra valer.