Nem no domingo de tantos encontros e lembranças em torno das Mães razão da fértil e multiplicidade humana os assuntos políticos, policiais, esportivos deixaram de atrair as atenções da sociedade.
O grave estado nos presídios e ruas de São Paulo com a ação nunca vista do crime organizado, a rodada do Campeonato Brasileiro, do Paraibano, etc atraíram o olhar das pessoas, a partir da reprodução de novas matérias envolvendo o nome do senador Ney Suassuna na Operação Sanguessuga.
A cena policial de São Paulo, Mato Grosso e Paraná remete a sociedade a pensar em guerra civil pelo absurdo do crime organizado, daí a agonia e o medo rondando ao redor de lá e do mundo..
Abstraindo o interesse no esporte ou na indignação pelo ataque sistemático dos bandidos (PCC) em operação rompendo todos os limites, mas é a editoria política quem termina por se distinguir na Coluna pela repercussão, portanto, desdobramento no futuro do mosaico partidário-eleitoral do Estado no decorrer dos próximos tempos.
A Folha de São Paulo e a Veja requentam e revelam informações no fim-de-semana, a partir de ex-assessora do Ministério da Saúde, de que os dois assessores presos e antes lotados próximos do senador Ney operavam com conhecimento de causa por parte do parlamentar.
A fala da ex-funcionário perde a força quando ela se apresenta réu confesso e se mistura à bandidagem, só que a acusação dela na direção do senador vai exigir mais do que explicações verbais.
Bom, de pronto, o senador voltou a repetir neste domingo que diz ter provas da sua completa distância de malversação e/ou participação no esquema e até volta a já reproduzir laudo pericial afirmando que o ex-assessor Marcelo falsificara assinatura sua no caso.
Posto este cenário, sem floreios, o quadro se reveste e exige do senador Ney mais do que indignação porque sua condição de líder partidário na Casa Alta do Congresso, mais sua função pública de representante do Estado da Paraíba servem de exigência a cobrar-lhe medidas mais duras e convincentes, sob pena de contaminar conceitualmente sua trajetória.
Em tese, até sem necessidade de testemunho da potência e fortuna do senador construída ao longo dos anos, perdura nos ambientes da Paraíba, Brasília e Rio a indagação simples: como pode um homem tão rico portanto sem necessidade de migalhas permite-se deixar existir perto de si pessoas com a desqualificação que termina por lhe respingar.
Há quem diga: não é a primeira vez, posto que tempos atrás dois outros foram presentes flagrados com dinheiro em suas pastas. Também ali Ney se disse traído por assessores daí ter demitido-os à época.
Mesmo assim as citações de agora exigem do senador um tratamento definitivo para expor com documentos sua inteira distância desses péssimos casos, sob pena de gerar onda e comprometer seu projeto de reeleição.
Mais do que isso, ou Ney supera com medidas comprovadas toda a cena ou até mesmo seu projeto de liderança no PMDB no Senado pode ficar comprometido no futuro próximo diante de desafetos contrários ao senador paraibano por estar operando pró Lula, contra o interesse de Temer, Garotinho e Itamar, estarem ávidos para lhe golpear.
Ney, mesmo rico e de desempenho muito acima da média parlamentar com comprovada atuação de resultados e prestigio no Congresso, assim como na assistência e com prefeituras e a Paraíba, entretanto já não vale mais fazer de conta e que tudo vai muito bem, porque sua Oposição vai usar muito esse conjunto de citações que mancham sua imagem, sem dúvidas.
Eis a provação e o perigo à frente.