A solução do ambiente público

Brasília – É fácil e indispensável admitir que nenhuma sociedade democrática haverá de sobreviver construindo etapas de resultados sem a existência do debate, do contraditório, geralmente exposta pela Oposição, menos quando faz escola a picuinha que volta e meia cerca nossa aldeia tabajara.

Isso me vem à tona acompanhando atentamente o “debate” sobre a desocupação de áreas públicas tomadas por iniciativas privadas, geralmente de comércio e até moradia no centro e bairros de João Pessoa.

Os espaços urbanos, desde quando a modernidade se instalou entre nós, avivam na consciência coletiva que o bem estar comum se estabelece quando as normas de convivência pública são geradas com respeito e cumprimento harmônico de todos. A ciência do Direito conceitua bem os hábitos.

Quando vejo a Oposição se assanhar pelo desalojamento de antigos ocupantes de áreas públicas na cidade vejo que, em tese, a preocupação deva mesmo existir porque se tratam de gente em tempo continuado de sua sobrevivência, só que em meio a atrofias criadas lá atrás por quem, no exercício do poder, trocou a civilidade e respeito da via pública por votos populistas – agora gerando drama social. São diversos ex-prefeitos e legisladores responsáveis.

Só que, lamentavelmente, o “debate” de agora se assanha por outros valores tentando solapar o prefeito Ricardo Coutinho numa atitude enérgica, corajosa e indispensável, mesmo quando adotada em meio a providências preliminares de abrigo dos antigos ocupantes da cena urbana pública.

É o fator social – e somente só – quem mais agoniza no juízo de todos porque o ajuste posto em prática é remédio doloroso para quem, inadvertidamente, renovou-se na exploração do que não lhe pertencia (o espaço urbano), por isso neste instante de mudança de vida precisa de um acalanto econômico do Governo municipal.

Já foi dito que o prefeito projeta novos espaços para breve abrigar a todos numa cena comercial, que tomara tenha público consumidor por perto, pois de nada adiantará “elefante branco”, ou seja, prédio grande, bonito e vazio.

Por isso, com base em dados da urgência, bem que o prefeito poderia anotar/registrar cada um dos decanos com “seus espaços” devolvidos à sociedade com uma ação emergencial – do tipo Empreendedor Social – voltado exclusivamente à quem está na categoria de ‘sobrevivente’de negócios expostos irresponsavelmente por administradores lá atrás sem compromisso com a natureza pública das ruas e calçadas.

Como são poucos, na mesma proporção o valor a ser destinado para um período de chuva, de emergência, não seria de alta monta, até porque a rigidez de Ricardo e Gervásio no uso das finanças já soma algo em condições de atender essa gente boa, enganada e explorada por outros

No mais, o prefeito Ricardo Coutinho empresta ao futuro da cidade uma contribuição histórica e reformista nunca vista separando o público do privado e oportunizando aos pedestres – seres ainda indispensáveis nas vias urbanas – o direito de poder ir e vir sem ser importunados por quem, inadvertidamente – tomou de conta do que não é seu, ou seja, da sociedade que agora volta a ser normal no seu curso natural de vida.

E isso faz uma diferença danada, faz Ricardo diferente e essencial.

Violência, não

Vereadores como Marconi Paiva e Aníbal Marcolino – precisam manter a condição oposicionista, mas não incitando a violência.

Ontem, conforme várias fontes repassaram à coluna, eles extrapolaram defendendo a agressão.

Agindo assim reagem na contramão.

Em plena recuperação

Por telefone, o conselheiro José Marques Mariz nos informa da alegria por já estar em casa, na famosa praia de Areia Dourada, ao lado de familiares e amigos na famosa fase de recuperação plena.

– Rapaz, agradeço muito a solidariedade dos amigos – sintetizou numa frase seu gesto recíproco da mesma solidariedade.

Articulador mor

Na política, muita gente aparece como fazedor de coisas e tal, outras por produzir muito, mas nos bastidores. Neste último caso deva-se o reconhecimento ser feito ao executivo e jornalista Carlos Henrique de Vasconcelos, conhecido pelos amigos como Peninha.

Natural de João Pessoa, onde graduou-se na UFPB, Peninha é hoje um dos mais influentes assessores do ex-governador Anthony Garotinho trabalhando “feito um bicho”, como se diz no popular para ver o seu chefe na principal cadeira do Palácio do Planalto.

Conhecimento estratégico

Longe do ‘barulho’ da briga política da aldeia é possível conceituar mais e melhor assuntos diversos, inclusive versando sobre o futuro de nossa aldeia tabajara.

Durante quase duas horas, ontem, pudemos atestar esse encanto de conversa afiada com o executivo Lafayette Coutinho e sua inseparável tradutora de vida em português e francês, Aparecida, e o rebento de futuro notório, homônimo de postura acadêmica.

No final, mais do fidalguia, deu para perceber porque algumas pessoas se sobressaem tanto e mais quando preservam a “moeda”do conhecimento.

E isso vale ouro.

Briga nos bastidores

O senador Ney Suassuna desembarcou no domingo à noite, em Brasilia, para novas rodadas de contatos visando retomar a liderança do PMDB na Câmara Federal, através do deputado federal Wilson Santiago.

É que esse voto do Líder vale ouro na atual queda-de-braço interna no PMDB em briga assanhada pelo poder e o encaminhamento partidário na sucessão presidencial.

Até o final da tarde desta segunda-feira, o senador dizia: ‘estamos próximos de retomar o lugar’.

Candidatura de WB

O ex-governador Wilson Braga pode não ser candidato a deputado federal.
Há informações que ele conversou com Ricardo Rique para gerar uma dobradinha com Lucia Braga.

Não vingou.

Última

“Lava roupa todo dia/
Que agonia..”

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