Brasília – A pesquisa da Consult divulgada, ontem, na edição do Jornal Correio da Paraíba aponta dados essenciais que, guardadas as proporções dadas ao pensamento de cada uma das partes, indicam que a disputa de 2006 será dura, mesmo com a vantagem pró senador José Maranhão.
Estar há alguns meses da fase de votação com diferença na casa dos 14 pontos percentuais não significa, levando em conta os números da pesquisa, ter quadro eleitoral totalmente resolvido do tipo prego batido, ponta virada.
A rigor, os dados apontam crescimento gradativo do governador Cássio, sobretudo, diante de fase anterior de desgaste/desvantagem apresentada até ano passado condição essa alterada de dezembro até hoje.
Independentemente das reações das partes me salta aos olhos um fato registrado, ontem, aqui na Capital Federal, típica de reação/incômodo gerada pelo senador Maranhão.
Pois bem, a cúpula do PMDB no Congresso Nacional foi mobilizada ontem por crise gerada em face de irritação beirando a ameaça de rompimento do parlamentar, simplesmente porque o presidente Lula estava com agenda projetada para receber Cássio e a governadora do Rio Grande do Norte, sábado agora, no lançamento da pedra fundamental da BR-101.
Maranhão esbravejou, mostrou irritação indomada até provocar movimento dos lideres pemedebistas intervindo para mexer na agenda de Lula o que acabou acontecendo, que ficará restrita a Pernambuco.
A atitude do senador demonstra claramente o quanto ele tem acusado de preocupação com a reação de crescimento do governador Cássio e, mais do que isso, expressa picuinha desnecessária e improdutiva, pois retrata ciúme menor para quem se apresenta como líder.
Aliás, a atitude do senador é inadmissível porque as relações de disputa eleitoral não podem intervir no processo de desenvolvimento do Estado, nem muito menos na representatividade do cargo exercido por seu opositor, daí, ao invés de se incorporar à comitiva de Lula, adota o procedimento do amuo/intriga que nada resolve, a não ser dar demonstração de pequenez.
Não é assim que se faz como modelo exemplar de conduta política, daí amargar adversidades.