Pelo menos a lógica não falha: optar pelo deputado federal Wilson Santiago pode parecer uma alternativa supreendente , mas não é, sobretudo neste momento em que o partido busca o semblante de um conciliador internamente, mesmo sendo do famoso Baixo Clero, que na ascensão deixa de sê-lo.
A propósito esta é a expressão mais em voga não só no PMDB como nos demais partidos atordoados com o tsunanime de nome Jéferson aniquilando a muitos e a si com a dimensão do mal vulcânico causado a cada palavra desferida.
Aliás, o maior dos desafios de Santiago será enfrentar a carrancuda cara de Roberto Jéferson na próximas etapas das CPIs quando, diante de teatral demolidor, precisará assumir o mesmo ímpeto defendendo a verdade dos fatos.
A escolha em si tem outro contorno conciliador de articulador de pouca aparição, mas sistematicamente foi, ultimamente, observado para saber se cada palavra empenhada é a mesma opção de conforto por corresponder aos acertos internos do partido.
Mas, do ponto-de-vista político, a indicação com contornos diferenciados podem redundar em avanços na construção de uma nova liderança estadual vai depender dele.,
Em síntese, o papel de Wilson Santiago é de conciliador mor, sem ser fruto de indicação do senador Ney Suassuna como se pensou e foi divulgado, ao contrário, porque o resultado da indicação e sistemática ascensão se dá ao mérito do próprio parlamentar de construir internamente o consenso do partido na Câmara Federal.
Agora é ver como ele vai agir na prática, embora tenha revelado em entrevista exclusiva ao WSCOM Online que vai exigir rigor nas CPIs, defender a retomada da unidade partidária e a imagem arranhada do Congresso Nacional.

