Campina: palco central da disputa

O tom usado pelo governador Cássio Cunha Lima, ontem, em plena madrugada no Parque do Povo queixando-se do prefeito Veneziano Vital por ter dado politização na execução da versão 2005 do ‘Maior São João do Mundo’ e não ter apresentado nenhuma novidade no evento bem define o quanto Campina Grande é e se manterá como palco político super especial na disputa do Governo em 2006.

– A festa não é dele, não é minha nem de Ronaldo, que a criou – repetiu o governador com visível ar de desconforto por não ter, segundo ele, ocupado espaços de visibilidade no tamanho do investimento do Governo no evento. Cássio repetiu os R$ 600 mil repassados em dinheiro, sem contar os recursos referentes ao aparato logístico – segurança, saúde, trânsito, etc.

Não passaram duas horas da queixa feita pelo governador no Portal WSCOM Online para a réplica de Veneziano surgir com mesmo ímpeto. “Não estamos preocupados com vaidades nem com comparações em relação a outras edições da festa”, defendeu-se o prefeito campinense.

Para ele, o interesse da Prefeitura é garantir uma estrutura competente para o ‘Maior São João do Mundo’ gerando mais renda, permitindo a ampliação de oportunidades de trabalho.

Há questões importantes a merecer análise, a partir mesmo do jeito da gestão Veneziano dar conta da ‘responsa’, que é manter em status de qualidade um evento dessa monta. A versão 2005 foi a primeira sobre os ombros do “Cabeludo”, levando em conta que o Grupo Cunha Lima já dispunha de “know how” há 15 anos.

Afora isso, o dado especial reside exatamente na relação político-partidário, onde prefeitura e governo estão ocupados por adversários ferrenhos. É a partir desse componente, sem esquecer o fato de ser Campina – habitat primeiro dos Cunha Lima – agora ocupada por aliados dos seus inimigos políticos, no caso os senadores José Maranhão e Ney Suassuna.

Diante de tantos valores enigmáticos que Campina, sem dúvidas, deve auferir no futuro o ambiente de maior disputa política, mais do que a do ano passado, porque a reeleição de Cássio passa exatamente pela diferença eleitoral (votos) na cidade, pois, foi exatamente esse colégio eleitoral quem garantiu a eleição do atual governador.

Vai repetir a mesma performance? – é a pergunta e foco de Cássio sabendo que desta feita vai ter estruturas e ares minadas por seus adversários como antes inexistia, daí as faíscas de agora e o maior embate do mundo ano que vem.

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