A idosa Milce Daniel Pessoa, de 72 anos, está desaparecida desde a última quarta-feira (22), na região entre os municípios de Bayeux e Santa Rita, na Grande João Pessoa. Há três dias sem notícias, familiares relatam angústia crescente e cobram mais agilidade nas investigações sobre o caso.
Em entrevista à TV Cabo Branco, a filha da idosa, Suênia Pessoa, descreveu o sofrimento diante da falta de informações. “O ruim é isso, é o tempo passando. É uma senhora de idade, e a angústia vai aumentando, porque a gente não sabe o que pode ter acontecido”, afirmou. A família também aponta dificuldades para registrar o desaparecimento e diz enfrentar burocracia que, segundo os relatos, tem atrasado o andamento das apurações.
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De acordo com os familiares, Milce foi vista pela última vez na manhã do dia 22, após sair de casa acompanhada de um amigo e vizinho para o Hospital Metropolitano, em Santa Rita, onde ele realizaria exames médicos. Após deixarem a unidade, o homem relatou que seguiu com a idosa até uma área de mata próxima ao Educandário de Bayeux. No local, segundo ele, a idosa teria pedido para parar e, em determinado momento, desapareceu de sua vista. O celular e a bolsa da vítima permaneceram no veículo.
Desde então, equipes do Corpo de Bombeiros realizaram buscas na região indicada, com o uso de drones e cães farejadores, mas nenhum vestígio foi encontrado. Paralelamente, familiares e amigos intensificaram as buscas por conta própria, além de divulgar o desaparecimento nas redes sociais e buscar imagens de câmeras de segurança.
O delegado Douglas García, responsável pelo caso, informou que a investigação depende inicialmente da análise de imagens do Hospital Metropolitano para reconstruir a linha do tempo do desaparecimento. Ele também confirmou que já foram realizadas diligências na área indicada, sem resultados, e que novas estratégias de busca devem ser definidas a partir da próxima semana.
Segundo a família, o homem que acompanhava a idosa tem colaborado com as autoridades e não há acusações formais contra ele até o momento. Ainda assim, os parentes reforçam a necessidade de respostas rápidas diante da gravidade da situação. O delegado destacou que, apesar das diligências em andamento, o trabalho ocorre em ritmo reduzido devido ao período de folga do efetivo da delegacia local.