O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) embargou aproximadamente 1,9 mil hectares de áreas degradadas na Paraíba durante uma operação de combate ao desmatamento e às queimadas ilegais. Realizada nos meses de setembro e outubro de 2026, a fiscalização resultou em multas que somam R$ 3,64 milhões.
Do total de áreas embargadas, 1.757,6 hectares estão localizados no bioma Caatinga e outros 207 hectares correspondem à Mata Atlântica. As ações tiveram como objetivo identificar e interromper atividades que provocam danos à vegetação nativa nos dois biomas presentes no território paraibano.
Para localizar os pontos de desmatamento, os agentes utilizaram imagens de satélite e ferramentas de geoprocessamento. Durante as fiscalizações em campo, também foram empregados drones para vistoriar áreas de difícil acesso.
Na região da Caatinga, a operação contou com o apoio do Batalhão de Polícia Ambiental da Polícia Militar da Paraíba (BPA/PMPB).
Aves silvestres foram resgatadas
Além das infrações relacionadas à vegetação, as equipes do Ibama apreenderam 19 aves silvestres que eram mantidas irregularmente em cativeiro.
Os animais foram encaminhados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama, em Cabedelo, onde passarão por cuidados e processos de reabilitação antes de serem devolvidos à natureza.
Combate aos crimes ambientais
O superintendente do Ibama na Paraíba, Nino Tavares, destacou a importância das fiscalizações para conter a destruição ambiental e proteger a biodiversidade.
“Ao paralisar essas atividades ilegais, protegemos a biodiversidade desses biomas e atuamos diretamente no enfrentamento às mudanças climáticas que afetam o estado”, afirmou.
A operação integra as ações de fiscalização ambiental do instituto para combater o desmatamento, as queimadas ilegais e outras práticas que ameaçam os ecossistemas brasileiros.


