A Justiça determinou a retirada de listas que incentivavam o boicote a estabelecimentos comerciais de Itapororoca, no Litoral Norte da Paraíba, após a divulgação de nomes de moradores que supostamente votaram no Partido dos Trabalhadores (PT) nas eleições.
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A decisão foi concedida pela Terceira Vara da Comarca de Mamanguape, que deferiu um pedido de tutela de urgência apresentado pelo advogado Erilson Cláudio. A determinação estabelece que o responsável pelas publicações remova, em até 24 horas, as listas e os conteúdos já divulgados, sob pena de multa diária. Também fica proibida a realização de novas postagens com o mesmo teor.
Segundo o advogado, as listas começaram a circular em grupos organizados no período posterior às eleições e reuniam nomes de pessoas que teriam apoiado o PT. Entre os citados estaria o próprio filho dele. As publicações também convocavam moradores a deixar de frequentar os estabelecimentos comerciais associados a essas pessoas.
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Advogado relata ameaças e retaliações
Em entrevista ao programa Rádio Repórter, da Correio do Vale FM, Erilson Cláudio afirmou que a divulgação das listas provocou um ambiente de insegurança no município. Ele classificou a iniciativa como uma forma de disseminação de ódio e violência contra moradores por causa de suas escolhas políticas.
“Isso foi na onda de disseminar o mal, a violência, o ódio, e pessoas que não aceitaram o resultado das urnas passaram a criar um grupo denominando nome de pessoas que votaram ou que possivelmente votaram no PT, e pedindo para que o povo boicotasse o comércio, dizendo: ‘Não vá nesse comércio’”, declarou.
O advogado também afirmou que as atitudes ferem princípios democráticos e prejudicam a convivência entre os moradores. Ele destacou que, ao longo de seus 55 anos de vida pública e participação política, sempre respeitou os resultados eleitorais, inclusive quando saiu derrotado de disputas.
A decisão judicial busca interromper a circulação dos conteúdos e impedir que novas listas de boicote sejam divulgadas.


