Transformar conteúdos de Enfermagem em músicas, jogos e outras atividades é uma das estratégias utilizadas para aproximar estudantes do aprendizado na sala de aula da Faculdade Internacional da Paraíba (FPB), integrante da Ânima Educação, o maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil. A proposta faz parte da didática do professor Louro Gonçalo, que aposta em criatividade e acolhimento para estimular a participação dos alunos e tornar o processo de formação mais significativo.
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O repertório utilizado por ele para apresentar conteúdos e tirar os estudantes da zona de conforto é amplo e criativo. A intenção, no entanto, não é transformar a aula em entretenimento, mas encontrar diferentes caminhos para que o conhecimento seja assimilado de maneira mais espontânea e faça sentido para quem está aprendendo.
“Gosto muito de ensinar e me sinto feliz quando vejo o aluno entendendo o assunto e quando ele diz que gostou da aula. Então, procuro todos os dias encontrar uma maneira de aproximar o conteúdo dos alunos. Se preciso criar uma música, um jogo ou uma brincadeira para isso, eu faço. O mais importante para mim é que eles consigam aprender”, conta.
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Aos 32 anos, Louro reconhece que essa maneira de conduzir as aulas também nasceu de sua própria trajetória como estudante. Segundo ele, desde cedo, era um aluno participativo, envolvido em projetos e interessado em manter uma relação próxima com os professores. Entre os docentes que mais o marcaram, estavam justamente aqueles que conseguiam ultrapassar os limites do conteúdo e enxergar quem estava sentado diante deles.
Anos depois, essas experiências ajudaram a moldar o professor que Louro escolheu ser. Inspirado pela metodologia afetiva e pelos princípios de Paulo Freire, ele acredita que o estudante precisa ser acolhido, respeitado e reconhecido como parte ativa do próprio processo de formação.
“Sempre acreditei nessa relação mais próxima com o aluno. O estudante está dentro do processo formativo e merece ser respeitado. Acredito muito mais na orientação e no acolhimento do que em simplesmente obrigar, discutir ou excluir. Quando conseguimos construir uma relação de parceria, com respeito e incentivo, o aluno se sente mais seguro para buscar conhecimento”, afirma.
Para Louro Gonçalo, essa proximidade não significa abrir mão da excelência acadêmica. Compreender as dificuldades individuais e estabelecer uma relação de confiança é justamente o que permite orientar melhor cada estudante. Em sala, procura equilibrar cobrança, escuta e incentivo, construindo um vínculo de parceria sem deixar de lado os papéis de professor e aluno.
Uma escolha que começou pelo cuidado
A Enfermagem nem sempre esteve nos planos de Louro. Antes de entrar na área da saúde, ele chegou a considerar a comunicação como profissão. Foi um episódio que mudou o rumo dessa história. Ao enfrentar uma dificuldade de saúde e precisar passar por um hospital, Louro se deparou com uma dimensão da Enfermagem que despertou seu interesse: o cuidado oferecido pelos profissionais. “Escolhi a Enfermagem pela forma como fui tratado no hospital. Passei por uma dificuldade de saúde e me encantei com aquele processo de cuidado. Aquilo despertou em mim uma vontade de conhecer mais a profissão”, relembra.
Depois da graduação, Louro atuou na assistência à saúde por um período. A facilidade para se expressar, que já fazia parte de sua personalidade, acabou apontando para uma nova possibilidade de carreira. Há sete anos, desde que se formou, ele também se dedica à docência. “Sempre fui muito comunicativo e percebia que as pessoas gostavam de me ouvir. Foi quando pensei em entrar na docência para contribuir com a formação de outras pessoas na Enfermagem. E foi aí que descobri o quanto gosto de ensinar”, detalha.
Reconhecimento
Há três anos como professor do curso de Enfermagem da FPB, Louro Gonçalo também vem encontrando nos próprios estudantes uma resposta para a forma como escolheu ensinar. Neste mês, foi reconhecido como Docente Mentor pelo quarto semestre consecutivo, em uma avaliação interna da instituição realizada em âmbito nacional e baseada na participação e na avaliação dos alunos. O professor também vem se destacando, de forma recorrente, entre os docentes mais bem avaliados pela Comissão Própria de Avaliação (CPA).
Para o paraibano, o prestígio tem um significado especial justamente por partir de quem está no centro de sua prática profissional. Mais do que a premiação, ele valoriza perceber que as diversas abordagens utilizadas em sala estão contribuindo para que os estudantes avancem em sua formação.
“Fico extremamente feliz e lisonjeado. Para mim, o maior reconhecimento é ver os alunos aprendendo todos os anos, em todos os semestres. O amor que tenho pela educação ultrapassa muita coisa. Quando um aluno aprende e percebe que é capaz, eu sinto que todo o esforço valeu a pena”, afirma.
Sete anos depois, o cuidado continua
A trajetória de Louro Gonçalo acabou unindo duas experiências que, hoje, parecem fazer parte de uma mesma vocação. Primeiro, foi a experiência de ser cuidado que o aproximou da Enfermagem. Depois, foi o desejo de contribuir para a formação de outras pessoas que o levou à docência.
Na assistência à saúde, encontrou uma profissão. Na sala de aula, descobriu outra maneira de exercê-la: ajudando futuros enfermeiros a aprender, ganhar confiança e construir o próprio caminho.
É essa perspectiva que ele leva para cada nova turma. Para Louro, estar diante de estudantes não significa apenas transmitir aquilo que sabe, mas criar condições para que cada um se aproprie do conhecimento e encontre sentido no que está aprendendo.
“Eu acredito que a educação também é uma forma de cuidado. Quando acolho um aluno, quando tento entender sua dificuldade e encontro uma maneira diferente de ensinar aquele conteúdo, estou ajudando a construir um profissional. E saber que posso participar dessa transformação é o que faz eu continuar amando a docência”, conclui.

