Integrantes da equipe de panfletagem da candidatura de Gabi Benvenutty (PT), que disputa uma vaga na Câmara dos Deputados pela Paraíba, foram alvos de uma abordagem armada da Guarda Civil Municipal (GCM) nas imediações do comitê eleitoral nesta terça-feira (15), na capital paraibana.
O caso gerou indignação entre os apoiadores e motivou a divulgação de uma nota oficial de repúdio por parte da coordenação da postulante.
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Arma apontada e confusão com tabaco
De acordo com relatos dos trabalhadores da campanha, o grupo realizava uma pausa para o almoço nas proximidades do espaço político quando foi surpreendido pelos agentes municipais. Segundo as denúncias, os guardas chegaram ao local empunhando armas de fogo e apontando diretamente para os militantes.
A abordagem teria sido motivada pela suposta suspeita de consumo de maconha. Os jovens, no entanto, estavam fumando tabaco convencional. Ao constatarem que não se tratava de entorpecente, os agentes tentaram amenizar o clima, mas os trabalhadores protestaram contra o excesso e a desproporcionalidade da ação.
Em nota oficial, a campanha repudiou o método empregado e cobrou explicações públicas.
“A campanha considera necessário esclarecer as circunstâncias da abordagem, especialmente diante do uso de armas durante a ação e da associação pública dos integrantes da equipe ao consumo de uma substância que eles afirmam não estar utilizando. A abordagem também reacende uma preocupação que atravessa a realidade de muitos jovens negros e pessoas dissidentes de gênero e sexualidade, a exposição recorrente a situações de preconceito, constrangimento e violência em abordagens policiais”, destacou o comunicado. A equipe informou ainda que está prestando suporte jurídico e emocional aos envolvidos.
Tensão com forças de segurança se repete no interior
O episódio registrado em João Pessoa soma-se a outro caso recente de tensão envolvendo ações policiais e a militância petista na Paraíba. Na semana anterior, uma ação no município de Prata, no Cariri paraibano, também terminou em denúncia formal apresentada pela direção estadual do PT-PB.
Naquela ocasião, segundo informações e depoimentos de testemunhas, agentes de segurança utilizaram armamento letal de forma intimidatória contra participantes de uma atividade política, chegando a efetuar disparos em via pública e forçando pessoas que estavam em estabelecimentos comerciais a se deitarem no chão sob a mira de armas.

