A Polícia Civil da Paraíba prendeu novamente, na manhã desta sexta-feira (4), dois homens acusados de envolvimento no homicídio da menina Ayla Evelly Felix dos Santos, de cinco anos. O crime ocorreu em outubro de 2024, no município de Patos, Sertão do estado.
Os mandados de prisão foram expedidos pelo Poder Judiciário após o Ministério Público recorrer da decisão que havia concedido liberdade aos réus no início de agosto. A soltura ocorreu em razão do adiamento do júri popular para fevereiro de 2027, medida fundamentada pelo juízo original no excesso de prazo da custódia cautelar.
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Durante a operação realizada pela Delegacia de Homicídios e Entorpecentes (DHE) de Patos, os dois alvos também foram autuados em flagrante por posse ilegal de arma de fogo, munições e entorpecentes. Aparelhos celulares foram apreendidos e integrará o inquérito.
O delegado Emerson Barbosa informou que o terceiro réu pelo homicídio já cumpre pena por outro crime em uma unidade prisional de Campina Grande, onde teve o novo mandado de prisão devidamente notificado.
O caso
Ayla Evelly foi morta a tiros na noite de 29 de outubro de 2024, no bairro Monte Castelo. Registros de câmeras de segurança mostram a criança caminhando de mãos dadas com um adolescente no momento em que ocupantes de um veículo efetuaram os disparos.
A menina morreu no local, enquanto o adolescente ficou internado em estado grave no Hospital Regional de Patos. Em depoimento prestado à época da primeira prisão, Ian da Silva Emiliano, Janailson Carvalho Leite e Ryan Nóbrega Dias admitiram os disparos e alegaram ter confundido o jovem com um integrante de uma facção criminosa rival.

