O Ministério Público da Paraíba (MPPB) ingressou com uma ação de improbidade administrativa contra Everton Rychelyson da Silva Aires (Bomba) e Eduardo Jorge Ferreira do Egito (Mão Branca) e o delegado Braz Morroni de Paiva Junior, investigados por suposto enriquecimento ilícito. O processo envolve os dois investigadores e o delegado, que são acusados de utilizar a condição de policiais para se apropriar e revender drogas apreendidas.
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Todos são lotados na Delegacia de Crimes contra o Patrimônio.
A ação foi ajuizada na esfera cível e tem entre os pedidos liminares o afastamento imediato dos três servidores das funções públicas. O MPPB também solicitou a indisponibilidade dos bens dos investigados, com o objetivo de assegurar eventual ressarcimento aos cofres públicos e a recomposição do patrimônio obtido de forma ilícita.
Investigação começou após denúncia anônima
As acusações são resultado de uma investigação conduzida pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco/MPPB) e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco/PCPB). O caso também está relacionado em inquérito instaurado a partir de uma denúncia anônima.
Segundo o Ministério Público, os policiais teriam se aproveitado das funções que exerciam para retirar entorpecentes apreendidos pela própria corporação e também subtrair drogas pertencentes a terceiros.
Ainda conforme a ação, operações policiais teriam sido simuladas para viabilizar a obtenção das drogas. Posteriormente, os entorpecentes seriam revendidos ilegalmente, gerando vantagens econômicas aos envolvidos e a uma organização criminosa à qual eles teriam ligação.
Os fatos investigados teriam ocorrido entre 2024 e 2026 e, de acordo com o MPPB, apresentam possíveis repercussões nas áreas criminal, cível e administrativa.
Para o órgão, o afastamento dos servidores durante o processo é necessário para preservar a produção das provas e evitar a eventual repetição das condutas investigadas.
MPPB pede perda da função e suspensão de direitos políticos
Na ação, o Ministério Público pede que os três policiais sejam condenados por atos de improbidade administrativa previstos no artigo 9º da Lei nº 8.429/1992.
Entre as sanções solicitadas estão a perda dos bens ou valores obtidos ilicitamente, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos por até 14 anos, multa civil correspondente ao acréscimo patrimonial e proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios e incentivos fiscais ou creditícios por até 14 anos.
Em relação a Everton Rychelyson da Silva Aires, o MPPB também pediu condenação por um ato autônomo de improbidade previsto no artigo 11, inciso III, da mesma legislação.

