O Conselho Regional de Enfermagem da Paraíba (Coren-PB) decidiu manter a interdição ética das atividades de enfermagem na Unidade de Terapia Intensiva 2 (UTI 2) e no Posto de Enfermagem 2 do Hospital Municipal Pedro I, em Campina Grande. A decisão foi tomada após uma nova vistoria técnica constatar que as irregularidades que motivaram a medida ainda não foram totalmente corrigidas.
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A inspeção foi realizada na última terça-feira (7) por uma Comissão de Sindicância, criada para avaliar o pedido de desinterdição apresentado pela direção da unidade hospitalar. Embora o hospital tenha informado a realização de melhorias estruturais e organizacionais, o relatório apontou a permanência de problemas considerados incompatíveis com a segurança da assistência.
Irregularidades encontradas durante a vistoria
Entre as inconformidades verificadas pela comissão estão:
- Tubulações e drenos do sistema de climatização expostos nos banheiros das enfermarias;
- Ausência de tomadas elétricas nas cabeceiras dos leitos;
- Proximidade inadequada entre instalações elétricas e redes de gases medicinais;
- Circulação de trabalhadores e materiais de construção em áreas assistenciais sem isolamento;
- Acúmulo de resíduos provenientes das obras em áreas de circulação;
- Ausência de chuveiros elétricos nos banheiros destinados aos pacientes.
Segundo o Coren-PB, as inconformidades violam normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Programa Nacional de Segurança do Paciente, a Lei do Exercício Profissional da Enfermagem e resoluções do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), por representarem riscos à segurança dos pacientes e dos profissionais.
“O Coren-PB atua para garantir que a assistência de enfermagem seja prestada em condições seguras. A interdição ética é uma medida de proteção ao paciente e aos profissionais, e somente será revista quando todas as inconformidades forem efetivamente corrigidas e comprovadas em nova inspeção”, afirmou o presidente do Coren-PB, Thiago Roniere.
Histórico da interdição ética
A interdição ética parcial foi aplicada em novembro de 2025, após fiscalizações apontarem falhas estruturais e assistenciais na UTI 2, no Posto de Enfermagem 2 e no Centro de Material e Esterilização (CME). Na ocasião, foram constatados problemas relacionados ao processamento de materiais, controle de infecção e condições inadequadas para a prestação da assistência.
Com base na nova vistoria, a Comissão de Sindicância recomendou o indeferimento do pedido de desinterdição, mantendo a medida até que todas as irregularidades sejam sanadas e comprovadas em nova avaliação técnica.

