Dono do Bar do Cuscuz é apontado por investigação como sócio oculto de empresa ligada a esquema de lavagem de dinheiro

O empresário Jocélio Costa, proprietário da rede Bar do Cuscuz, aparece como um dos principais alvos da investigação conduzida pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro associado à exploração de apostas ilegais.

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De acordo com o inquérito, Jocélio teria atuado como sócio oculto e investidor estratégico da empresa Fartura Premiações. Os investigadores afirmam ter encontrado, em aparelhos eletrônicos apreendidos, conversas que indicariam que o empresário exigia que sua participação permanecesse em sigilo.

A apuração também sustenta que a estrutura do Bar do Cuscuz teria sido utilizada para viabilizar a entrega de malotes de dinheiro destinados aos influenciadores Hytalo Santos e Israel Natã, igualmente investigados na operação.

A representação apresentada pelo Ministério Público descreve a existência de um esquema de lavagem de capitais que utilizaria a marca Fartura Premiações e a estrutura denominada “Turma do HS” para dar aparência legal a recursos provenientes de atividades ilícitas. Segundo a investigação, os valores teriam origem, entre outros crimes antecedentes, na exploração da imagem e da sexualidade de adolescentes em ambiente digital.

Ao autorizar as medidas cautelares, a juíza Michelline Jatobá afirmou que os elementos reunidos até o momento apontam indícios consistentes da atuação de uma organização criminosa estruturada, com divisão de funções voltada à prática de lavagem de dinheiro.

Além de Jocélio Costa, também foram alvos de mandados de busca e apreensão os influenciadores Hytalo Santos e Israel Natã, a empresa Bilhete Premiado, além de Cícero Fabiano e Nilson Silva.

Em nota divulgada mais cedo, a defesa de Jocélio Costa informou que aguarda acesso integral aos autos da investigação para se pronunciar sobre as acusações.

Todo o material recolhido durante a operação será submetido à análise dos investigadores, que terão prazo de até 60 dias para concluir essa etapa da apuração.

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