Volta e meia há que se ficar atento para avaliar conceitos exagerados e desconformes reproduzidos por análises de visão tacanha ou interesse de escandalizar o que na prática não tem necessidade para tal. Este é um cenário a merecer exame comparativo da Paraíba com cenários similares, neste caso específico dos valores praticados pela Propaganda dos Estados.
É o que se tenta aplicar a um exame técnico do Tribunal de Contas, através do conselheiro Fernando Catão, registrando levantamento da auditoria identificando que de janeiro a setembro/2021, a Secretaria da Comunicação Institucional do Governo do Estado (Secom) pagou R$ 19 milhões em publicidades veiculadas em portais, blogs, TVs e emissoras de rádios.
Ainda segundo o levantamento, “das despesas empenhadas ainda restam ser pagos R$ 6.006 milhões. O relatório ( Doc – 77629/21) foi apresentado pelo presidente do TCE-PB, conselheiro Fernando Catão, durante sessão do Pleno nesta quarta-feira (6)”.
EXAMES PARALELOS
De fato, nosso Estado não pode se assustar com valores financeiros da propaganda oficial como, por exemplo, praticados em prefeituras a exemplo de Recife, capital de Pernambuco, a registrar investimentos na ordem de R$
25.098.978,07 ainda faltando meses ao encerramento do exercício com remanejamentos para reforçar sua propaganda.
Isto sem falar em estados como a Bahia onde o orçamento da propaganda oficial já chegou a R$ 209 milhões, como se deu em 2017, por exemplo (estamos em 2021), quando o previsto era de R$ 162 milhões.
No caso da Paraíba, em particular, é possível afirmar que a verba para gerar a comunicação oficial, especialmente em tempo de excepcionalidade para veicular propaganda de interesses públicos comprova que os valores utilizados estão abaixo do patamar.
E como há necessidade desse investimento na relação com a sociedade, tudo se apresenta dentro do contexto normal abrigando até possibilidade de reforço orçamentário estratégico.
No mais, tudo acontece com rigor técnico e legal.
