O avanço do mercado imobiliário de João Pessoa abre novas oportunidades para construtoras, incorporadoras e investidores, mas também aumenta a necessidade de planejamento financeiro e tributário. Em um setor marcado por investimentos de longo prazo, custos elevados e mudanças nas regras de tributação, o crescimento dos negócios exige atenção à rentabilidade e à sustentabilidade das operações.
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Segundo o Índice Creci 360°, divulgado pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis da Paraíba (Creci-PB), João Pessoa registrou 216 novas unidades lançadas em agosto de 2026, com Valor Global de Lançamento (VGL) de R$ 222,1 milhões. Foi o maior volume mensal de lançamentos registrado no ano até aquele momento. O desempenho acompanha a expansão da construção civil paraibana. De acordo com a Pesquisa Anual da Indústria da Construção (Paic), do IBGE, o estado ultrapassou R$ 5 bilhões em valor de incorporações, obras e serviços realizados em 2024, crescimento de 16% em relação ao ano anterior.
Os números, entretanto, também revelam mudanças no comportamento do mercado. Em João Pessoa, a quantidade de imóveis comercializados caiu de 342 unidades em julho para 276 em agosto de 2026, enquanto o valor médio por unidade vendida passou de aproximadamente R$ 575 mil para R$ 702 mil.
A combinação entre novos lançamentos, mudanças no perfil dos compradores e grandes investimentos exige que incorporadoras e construtoras avaliem cuidadosamente o fluxo de caixa, os custos de financiamento, os prazos de execução e a estrutura de capital dos empreendimentos.
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“Quem empreende sabe que o crescimento traz oportunidades, mas também compromissos financeiros maiores. No mercado imobiliário, muitas decisões são tomadas anos antes de o resultado aparecer. É preciso avaliar o investimento, a estrutura de custos e as condições de financiamento. Como empresário, entendo a importância de acompanhar essas realidades de perto, porque cada mercado tem desafios que precisam ser compreendidos antes de qualquer decisão”, afirma Fernando Cavalcanti, fundador da Valestrá.
Reforma Tributária acrescenta novas variáveis ao planejamento imobiliário
Além da dinâmica econômica, construtoras, incorporadoras e investidores precisam se preparar para mudanças na tributação das operações imobiliárias. A Lei Complementar nº 214/2025, posteriormente alterada pela Lei Complementar nº 227/2026, estabelece regras específicas para a incidência do IBS e da CBS sobre operações com bens imóveis, incluindo mecanismos de redução da base de cálculo, alíquotas diferenciadas e disposições de transição.
Os efeitos não serão necessariamente iguais para todos os empreendimentos. O enquadramento tributário, a modalidade da operação, a utilização de regimes específicos e a estrutura dos contratos são fatores que precisam ser considerados. Para as empresas do setor, o desafio será compreender como as novas regras se relacionam com projetos já contratados, lançamentos futuros, custos de construção e condições de comercialização.
A análise também alcança decisões sobre estrutura societária, financiamento dos empreendimentos, organização patrimonial e continuidade de empresas familiares, quando aplicável.
Para Natália Cavalcanti, diretora da unidade da Valestrá em João Pessoa, o cenário reforça a importância de compreender as características do mercado local. “João Pessoa está vivendo uma transformação importante no setor imobiliário. Temos novos empreendimentos, diferentes perfis de investidores e um mercado que exige decisões cada vez mais estruturadas. O desafio para as empresas é acompanhar esse crescimento com organização financeira, planejamento e capacidade de adaptação às mudanças tributárias”, destaca.
Crescimento do mercado exige estruturas empresariais mais preparadas
A expansão imobiliária também repercute sobre diferentes atividades econômicas, desde fornecedores de materiais e prestadores de serviços até empresas ligadas à arquitetura, engenharia, tecnologia e gestão patrimonial. O crescimento do setor amplia a complexidade das relações empresariais, especialmente quando envolve diferentes investidores, sociedades constituídas para empreendimentos específicos e compromissos financeiros de longo prazo.
Segundo dados da Paic, o número de empresas da construção com cinco ou mais pessoas ocupadas na Paraíba passou de 831 para 1.080 entre 2023 e 2024, crescimento próximo de 30%.
Para Adriana Cavalcanti, líder executiva da operação da Valestrá em João Pessoa, esse movimento exige atenção à organização das empresas que participam do desenvolvimento econômico paraibano. “À medida que os negócios ganham escala, a gestão também precisa evoluir. Questões societárias, financeiras, tributárias e patrimoniais passam a exigir decisões mais integradas. Conhecer a dinâmica regional é fundamental para compreender essas necessidades e contribuir para que o crescimento aconteça de forma consistente”, avalia.
Valestrá prepara inauguração de nova estrutura em João Pessoa
Em meio a esse cenário, a Valestrá prepara a inauguração de sua nova estrutura física exclusiva em João Pessoa, prevista para a primeira quinzena de novembro, ainda sem data definitiva anunciada. O movimento consolida uma atuação comercial já desenvolvida pela companhia na capital paraibana, com relacionamentos em segmentos como comércio, indústria e construção civil.
A nova instalação integra a estratégia de fortalecimento das operações regionais da Valestrá, que busca combinar a capacidade técnica de sua estrutura nacional com o conhecimento das particularidades econômicas de cada mercado.
Fernando Cavalcanti também tem uma visita prevista à operação de João Pessoa em novembro, dentro de um ciclo de agendas presenciais com equipes e lideranças da companhia. O acompanhamento das unidades permite à liderança conhecer de perto os desafios identificados pelas equipes regionais, alinhar prioridades e compreender as transformações que influenciam as decisões empresariais locais.
A presença na Paraíba faz parte de um movimento mais amplo de profissionalização e expansão da Valestrá, que reúne especialidades tributárias, financeiras, patrimoniais e regulatórias em uma estrutura integrada.
Sobre a Valestrá
A Valestrá é um ecossistema de soluções empresariais que integra especialidades em Assessoria Tributária e Regulatória, Finanças Corporativas e Transações, Soluções Patrimoniais e Sucessórias e Soluções Empresariais e Setoriais Específicas.
Com presença em diferentes regiões do Brasil e novos projetos de expansão, a companhia conecta conhecimento técnico, inteligência regional e visão de negócios para contribuir com a estruturação, proteção, desenvolvimento e continuidade das organizações.

