O lançamento e a rápida expansão da aba de buscas por Inteligência Artificial do Google, o AI Mode, foram o centro de uma crise financeira histórica para a Alphabet, controladora da empresa. Após divulgar o balanço do terceiro trimestre com receitas e buscas abaixo do esperado, as ações da empresa caíram mais de 13% em Nova York, eliminando cerca de US$ 520 bilhões em valor de mercado em apenas um dia.
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O diretor de negócios do Google, Philipp Schindler, confirmou a investidores que a adesão popular ao recurso prejudicou os resultados do trimestre, gerando uma “menor monetização” por pesquisa, apesar das promessas de inserção gradual de anúncios na ferramenta.
A reação do mercado financeiro acontece em meio ao desencontro entre o que o Google gasta para manter o AI Mode ativo e o que consegue faturar com ele. Já a busca tradicional, que também financia a infraestrutura de IA, registrou o menor ritmo de crescimento em cinco trimestres, enquanto os custos operacionais continuaram crescendo.
Pela primeira vez desde o IPO, a Alphabet registrou o segundo trimestre consecutivo de fluxo de caixa livre negativo. Para viabilizar a capacidade computacional exigida pelos novos modelos de IA, os compromissos futuros da empresa com data centers, chips e energia já superam US$ 1 trilhão.
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“Até que o Google demonstre que consegue cobrar pela IA da mesma forma que antes cobrava pela publicidade nas buscas, os investimentos passarão a parecer menos uma demonstração de ambição e mais uma conta a pagar”, alertou Thomas Monteiro, analista sênior do Investing.com.



