O governo federal atualizou o Orçamento de 2026 para comportar o reajuste dos benefícios do Bolsa Família e elevou a estimativa de déficit primário do ano de R$ 52 bilhões (0,38% do PIB) para R$ 67,3 bilhões (0,49% do PIB). Os dados constam no relatório de avaliação de receitas e despesas do quarto bimestre, divulgado nesta quinta-feira (24) pelo Ministério do Planejamento.
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Com a mudança, o piso do programa social subirá de R$ 600 para R$ 691 a partir de outubro, elevando o benefício médio para R$ 777, gerando impacto estimado em R$ 5,8 bilhões para o caixa da União este ano.
A nova projeção fiscal coloca o rombo no limite máximo de tolerância permitido pelas regras do arcabouço fiscal. Apesar do quadro de pressão nas contas, o relatório apontou a possibilidade teórica de liberação de R$ 1,9 bilhão no limite de gastos dos ministérios, devido à reorganização entre bloqueios e contingenciamentos.
No entanto, o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, ponderou que os recursos não serão liberados de imediato para as pastas.
“Por enquanto, não vou liberar agora. Vou examinar os pedidos dos órgãos. É prudente que a gente mantenha uma margem. Essa reserva é para atender aos pleitos entre um e outro relatório [orçamentário]. Há muitas demandas, vamos tomar decisões. Os recursos serão liberados se houver necessidade de fazê-lo”, explicou.
