Economia criativa e oficinas gratuitas movimentam o Centro Histórico no Festival Alumiô

Festival Alumiô reúne música, feiras e oficinas gratuitas de 18 a 20 de setembro no Centro Histórico de João Pessoa. Veja
(Foto: Divulgação)

Feiras, capacitações e produções culturais vão incentivar a geração de renda e valorizar empreendedores locais no Festival Alumiô, que ocorre de 18 a 20 de setembro, no Centro Histórico de João Pessoa. O circuito gratuito conecta o ecossistema da economia criativa — de coletivos artísticos e equipamentos culturais a espaços públicos.

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Durante três dias, o público poderá circular por diferentes pontos da região, acompanhando uma programação que reúne artistas e iniciativas de diferentes linguagens. Entre os espaços participantes estão a Caravela Cultural, General Store, Vila do Porto, Mofado Bar, Centrô Bar e Bar do Bode, além de palcos montados em espaços públicos.

O festival conta com o apoio do Banco do Nordeste Cultural, estratégia do Banco do Nordeste voltada ao fortalecimento das cadeias produtivas da cultura nordestina e ao incentivo aos segmentos da economia da cultura em sua área de atuação. Presente nos nove estados da Região, a iniciativa contribui para ampliar oportunidades, fortalecer a produção cultural e valorizar artistas, produtores e agentes que movimentam a economia criativa nordestina.

A programação também contempla atividades de formação e diálogo sobre o mercado cultural. Entre os destaques estão rodas de conversa sobre o Conselho Nacional de Políticas Culturais (CNPC), o mercado da música na Paraíba e suas tecnologias, além de debates sobre produção cultural, projetos, captação e execução.

Nascido em João Pessoa em 2022, o Festival Alumiô foi idealizado por Ramon Suarez, a partir da trajetória da Vila do Porto e do desejo de fortalecer a presença da produção cultural no Centro Histórico da capital paraibana.

“Para nós, o Alumiô é uma forma de reafirmar o Centro Histórico de João Pessoa como um território vivo, de encontro, criação e circulação cultural. Queremos aproximar diferentes públicos, artistas, coletivos e iniciativas, ocupando esses espaços com arte e fortalecendo a produção cultural paraibana. É um festival pensado para a cidade e, principalmente, para valorizar quem faz cultura e movimenta a nossa cena artística”, destaca Ramon Suarez, idealizador do Festival Alumiô.

As atividades formativas incluem ainda oficinas de barro, moda, carimbó e tecnologia de áudio, ampliando o festival para além dos shows e criando espaços de troca de conhecimento entre artistas, produtores, profissionais da cultura e público.

No sábado (19), o Cortejo Alumiô, com saída da Praça Antenor Navarro, abre espaço para manifestações culturais antes da programação musical. Já no domingo (20), o cortejo retorna com apresentações do Maracatu Pé de Elefante e da Ala Ursa Solitário do Padre Zé.

Entre os nomes que integram a programação musical estão Quinteto da Parahyba, Totonho, Nervosa, Seu Pereira e Coletivo 401, Nina Maia, Camarones, Zeferina Bomba, Mombojó, Reggaear, Suraras, Samba de Magia e muitos outros artistas.

O Alumiô também abre espaço para as artes visuais com a exposição “Jardim Secreto”, cuja abertura acontece no dia 18 de setembro. A mostra permanece em cartaz até 9 de outubro e reúne trabalhos em pintura sobre tela, desenho, instalações, cerâmica, aquarela e xilogravura.

Participam da exposição os artistas Raisse Herculano, Gunga Rodrigues, Danielle Travassos, Lúcia França, Raisa Filgueira, Sandoval Fagundes e Vitória Formighiere.

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