Mesmo reduzindo as perdas em 24,4% no segundo trimestre de 2026, os Correios registraram um prejuízo líquido de R$ 2,39 bilhões entre abril e junho. A melhora pontual em relação ao rombo de R$ 3,16 bilhões do primeiro trimestre ainda reflete o desequilíbrio das contas da estatal.
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Segundo a empresa, o desempenho trimestral reflete avanços em indicadores operacionais e financeiros, mas também foi impactado por despesas financeiras, contingências judiciais e precatórios.
Na comparação com o primeiro trimestre de 2026, a receita líquida da companhia cresceu 3,8%, passando de R$ 3,86 bilhões para R$ 4,01 bilhões. Outro indicador destacado pela estatal foi o resultado negativo antes do resultado financeiro, que caiu de R$ 2,52 bilhões para R$ 1,89 bilhão, uma melhora de aproximadamente R$ 630 milhões, equivalente a cerca de 25%.
A empresa atribui parte da evolução à implementação de seu Plano de Reestruturação. O programa inclui revisão de despesas e contratos, reorganização interna, aumento da eficiência operacional e medidas para fortalecer a geração de receitas.
Mesmo com a melhora trimestral, os Correios afirmam que o resultado acumulado do semestre segue “desafiador” e reforça a necessidade de continuidade das medidas de recuperação. A estatal diz ter como prioridade a recomposição sustentável das receitas, a modernização do modelo de negócios e a preservação da qualidade e da cobertura dos serviços prestados à população.
No campo financeiro, a companhia destacou o avanço no reperfilamento de suas obrigações. Uma operação de crédito de R$ 12 bilhões, com garantia da União e vencimento de longo prazo, foi apontada como medida importante para assegurar liquidez, alongar o perfil do endividamento e regularizar compromissos de curto prazo.
A estatal afirma que seguirá concentrada em quatro frentes principais: recuperação das receitas, aumento da eficiência operacional, revisão de despesas e contratos e fortalecimento da estrutura financeira. A manutenção dessas medidas, segundo a empresa, é considerada essencial para enfrentar o quadro de perdas e sustentar a operação nacional dos Correios.
Crédito: Brasil 247
