Boletim Focus: mercado financeiro mantém estimativa do IPCA de 2026 em 5,02%, acima do teto do BC

Mercado financeiro mantém estimativa do IPCA de 2026 em 5,02%, acima do teto do BC
Foto: Reprodução

Os analistas do mercado financeiro mantiveram a projeção da inflação para 2026 em 5,02%, segundo dados do Boletim Focus divulgado pelo Banco Central. O valor projetado permanece acima do teto da meta estipulada pelo governo federal para o período.

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De acordo com o boletim semanal do BC, publicado nesta segunda-feira (17), o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, encerra o ano corrente com alta prevista de 5,02%. A estabilização na estimativa ocorre após uma sequência de quedas consecutivas verificadas nos levantamentos anteriores.

A meta oficial de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para o período é de 3%, contando com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Com isso, o limite máximo para que a meta seja considerada cumprida é de 4,5%. O resultado do IPCA em julho apontou um avanço de 0,07% nos preços de bens e serviços, acumulando uma variação de 4,44% nos últimos 12 meses. No ano anterior, em 2025, o indicador fechou em 4,26%, figurando acima do centro estipulado, porém dentro do intervalo de tolerância.

Projeções para o Produto Interno Bruto

Para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, as instituições financeiras mantiveram a expectativa de crescimento em 1,98%, repetindo a taxa estimada na semana anterior. Em relação aos anos subsequentes, houve revisão para baixo: a estimativa para 2027 recuou de 1,52% para 1,50%, enquanto a projeção para 2028 caiu de 2,00% para 1,89%.

A leitura do mercado contrasta com outras projeções institucionais. Enquanto o mercado aponta para 1,98%, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) projeta uma expansão de 1,60% para a economia brasileira em 2026, o próprio Banco Central estima uma alta de 2,00% e o governo federal trabalha com uma perspectiva de crescimento de 2,30%. Em 2025, a atividade econômica brasileira registrou um avanço de 2,30%, segundo os dados consolidados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Taxa Selic e Câmbio

No tocante à política monetária, a projeção do mercado para a taxa básica de juros, a Selic, foi mantida em 13,75% ao ano para o encerramento de 2026. A previsão sinaliza a expectativa dos analistas por mais uma redução de 0,25 ponto percentual ao longo dos próximos encontros. Em sua última reunião, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central efetuou um corte na Selic, reduzindo-a de 14,25% para 14,00% ao ano.

A taxa Selic constitui o principal instrumento de política monetária utilizado pelo Banco Central para regular o fluxo da inflação. Ela serve de parâmetro para as operações com títulos públicos do Tesouro Nacional e baliza as taxas de juros praticadas no mercado financeiro nacional.

Para o ciclo de médio prazo da taxa básica, os economistas mantiveram a projeção em 12,00% ao ano no fim de 2027 e em 10,50% ao ano para o término de 2028.

No mercado de câmbio, as estimativas para a cotação do dólar comercial ao final de 2026 permaneceram fixadas em R$ 5,20. Para 2027, a projeção subiu levemente de R$ 5,28 para R$ 5,29, ao passo que para 2028 o mercado conservou a expectativa em R$ 5,30 por unidade da moeda norte-americana.

O Relatório Focus consiste em um levantamento semanal consolidado pelo Banco Central, que mapeia as medianas das projeções de mercado coletadas até a sexta-feira antecedente à sua publicação.

Crédito: Brasil 247

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