Fórum lança plano para atrair R$ 77 bilhões em investimentos e impulsionar indústria verde no Nordeste

Carta-Compromisso prevê fortalecimento da transição energética, geração de empregos e expansão de cadeias produtivas de baixo carbono até 2030

Representantes do Fórum Powershoring durante assinatura da Carta-Compromisso para atração de investimentos no Nordeste.
Foto: Reprodução

O Fórum Powershoring deu início a uma nova etapa de atuação com a assinatura da Carta-Compromisso para o Nordeste, documento que estabelece metas para atrair cerca de R$ 77 bilhões em investimentos destinados à instalação de indústrias de baixo carbono entre 2026 e 2030. A iniciativa é conduzida pelo Instituto Clima e Sociedade (iCS), pelo Banco do Brasil (BB) e pelo Consórcio Nordeste (CNE).

O objetivo é aproveitar o potencial da região na produção de energia limpa para atrair empresas que demandam grande consumo energético, fortalecendo a industrialização sustentável e ampliando a competitividade do Nordeste. Atualmente, a região concentra 91% da capacidade instalada de energia eólica do país e 42% da geração solar.

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Durante encontro realizado em Brasília, também foram criados cinco Grupos de Trabalho (GTs), responsáveis por elaborar propostas voltadas ao aperfeiçoamento do ambiente de negócios, à atração de investimentos e ao fortalecimento de setores estratégicos ligados à economia de baixo carbono.

A estratégia do Fórum é baseada em um estudo encomendado pelo Consórcio Nordeste e desenvolvido pelo professor da Universidade de Brasília (UnB) e pesquisador sênior do iCS, Jorge Arbache. O levantamento aponta que o chamado powershoring, modelo que incentiva a instalação de indústrias em regiões com abundância de energia renovável e baixa emissão de carbono, representa uma oportunidade para acelerar o desenvolvimento econômico regional.

Segundo o estudo, os investimentos globais em setores industriais intensivos em energia podem variar entre US$ 600 bilhões e US$ 800 bilhões por ano. Para o Nordeste, a expectativa é de que a estratégia acrescente cerca de R$ 58 bilhões anuais ao Produto Interno Bruto (PIB), além de gerar aproximadamente 350 mil empregos diretos, indiretos e induzidos.

A pesquisa também estima impacto positivo de R$ 39 bilhões por ano nas exportações da região e um aumento anual de R$ 17 bilhões na arrecadação pública.

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