O governo brasileiro estuda retaliar economicamente os Estados Unidos caso Washington oficialize a nova sobretaxa de 25% sobre os produtos nacionais. Nesta quarta-feira (15), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, explicou que a reação do Palácio do Planalto fará uma análise minuciosa dos setores econômicos afetados e poderá resultar no acionamento da Lei de Reciprocidade, aprovada pelo Congresso em 2025.
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“O que a gente tem de reciprocidade é um amplo consenso de um país. O país vai se proteger, vai se fazer ser respeitado”, declarou o ministro.
Os bastidores em Washington indicam que a recomendação do tarifaço já foi entregue ao presidente Donald Trump pelo chefe do Representante Comercial da Casa Branca (USTR), Jamieson Greer. No entanto, Greer sinalizou que a lista de exceções para produtos brasileiros pode ser ampliada.
Se a tarifa passar a valer, o Itamaraty pretende acionar a Câmara de Comércio Exterior (Camex) para enquadrar a barreira americana nos critérios legais de retaliação. O mecanismo de defesa é similar ao adotado pelo Brasil em 2025 diante de uma taxa de 50% imposta por Trump, processo que acabou extinto após a Suprema Corte dos EUA anular o imposto.