O mercado fitness vem passando por mudanças significativas nos últimos anos e, em 2026, a tendência é que os exercícios físicos estejam cada vez mais associados à saúde, ao bem-estar emocional e à longevidade. A busca por resultados estéticos deixou de ser a principal motivação de parte dos praticantes, abrindo espaço para atividades voltadas ao equilíbrio entre corpo e mente.
Dados do American College of Sports Medicine (ACSM), referência internacional na área de saúde e educação física, mostram que treinos personalizados, o uso de tecnologias vestíveis, conhecidas como “wearables”, e atividades ligadas à saúde mental estão entre as principais tendências do setor neste ano.
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Entre os recursos que vêm ganhando espaço estão relógios inteligentes, pulseiras e sensores corporais capazes de monitorar frequência cardíaca, gasto calórico, qualidade do sono e níveis de estresse durante os treinos.
Segundo especialistas do setor, o avanço da tecnologia também permitiu que academias e aplicativos oferecessem experiências mais individualizadas, com programas adaptados ao perfil, desempenho e objetivos de cada usuário.
Durante a feira internacional FIBO 2026, realizada na Alemanha e considerada um dos maiores eventos do segmento fitness no mundo, Luís Canevari destacou que o mercado tem priorizado a constância e a experiência do usuário, e não apenas a entrega de acesso às academias.
Outra tendência observada é o crescimento de atividades voltadas à saúde mental. Modalidades como yoga, pilates, meditação e exercícios de respiração consciente passaram a fazer parte da rotina de muitas academias e centros de treinamento, acompanhando a demanda por redução do estresse e melhora da qualidade de vida.
A preocupação com a longevidade também aparece entre os destaques do setor. Programas focados em mobilidade, equilíbrio e fortalecimento muscular para idosos vêm crescendo, impulsionados pelo envelhecimento da população e pela busca por mais autonomia na terceira idade.
Além disso, especialistas apontam uma mudança no comportamento dos alunos, que têm buscado aulas guiadas e acompanhamento mais próximo, substituindo os chamados “treinos livres”. A proposta é oferecer mais praticidade e facilitar a manutenção da rotina de exercícios.
O modelo híbrido, que combina atividades presenciais e plataformas digitais, também segue em expansão, fortalecendo a integração entre tecnologia e prática esportiva.

