O fluxo de capital internacional para o Brasil disparou em 2025, atingindo a marca de US$ 77 bilhões. Segundo o relatório anual da OCDE, o país registrou uma expansão de 22% nos investimentos estrangeiros diretos, garantindo a terceira posição no ranking global.
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O desempenho brasileiro coloca o país atrás apenas dos Estados Unidos, que lideraram com US$ 288 bilhões, e da China, com US$ 80 bilhões. O levantamento da OCDE destaca o Brasil como um dos principais polos de atração de investimentos no cenário global, mesmo em um contexto de transformações econômicas internacionais.
Os fluxos globais de investimento direto estrangeiro somaram US$ 1,66 trilhão em 2025, registrando alta de 15% em comparação a 2024. Nesse cenário, o Brasil avançou de forma expressiva, saindo de US$ 63 bilhões no ano anterior para US$ 77 bilhões, consolidando uma expansão de 22,2%.
O resultado reforça a capacidade do país de atrair recursos voltados ao setor produtivo, em meio à concorrência de grandes economias globais. A melhora no desempenho também evidencia o interesse crescente de investidores internacionais em oportunidades no mercado brasileiro.
Destaque para investimentos em inteligência artificial
Um dos principais fatores para o avanço do Brasil foi o volume significativo de investimentos em projetos do tipo greenfield, voltados à criação de novas estruturas produtivas. O relatório da OCDE aponta que o país recebeu US$ 40 bilhões destinados a um projeto de datacenter de inteligência artificial movido a energia eólica.
Enquanto economias emergentes registraram queda de 24% nesse tipo de investimento, o Brasil se destacou como exceção, impulsionado pela demanda crescente por infraestrutura tecnológica e soluções baseadas em inteligência artificial.
Tendência global de tecnologia e inovação
O relatório também mostra que os investimentos em inteligência artificial vêm impulsionando projetos em países desenvolvidos. Na França, por exemplo, foi anunciado um investimento de US$ 43 bilhões para a construção do maior centro de dados de IA da Europa. Já nos Estados Unidos, seis grandes projetos somam US$ 100 bilhões, voltados à produção avançada de semicondutores e ao fortalecimento da cadeia de suprimentos da tecnologia.
Crédito: Brasil 247