A Secretaria de Desenvolvimento Urbano de João Pessoa (Sedurb) marcou para segunda-feira (4) uma reunião com representantes de 30 comerciantes do Mercado Central que foram notificados para desocupar áreas no entorno do equipamento.
Siga o canal do WSCOM no Whatsapp.
O encontro ocorre após a reação dos trabalhadores, que realizaram protesto na manhã desta quinta-feira (30), na região central da capital. Durante a manifestação, houve bloqueio de vias e registro de fogo nas imediações do mercado.
Segundo a Prefeitura de João Pessoa, a reunião servirá para apresentar alternativas temporárias de realocação dos comerciantes durante a primeira etapa das obras de reforma do Mercado Central.
“Na ocasião, serão indicados espaços em outros mercados públicos, shoppings populares ou praças, para que estes comerciantes possam ocupar temporariamente, até a conclusão desta etapa inicial da reforma”, informou a Prefeitura.
Além dos comerciantes, devem participar da reunião representantes da empresa responsável pela obra, da Sedurb e da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra).
O secretário de Desenvolvimento Urbano, Marmuthe Cavalcanti, disse que não haverá retirada imediata dos comerciantes. Ele também afirmou que o prazo de 72 horas nas notificações faz parte do procedimento administrativo, mas não significa saída automática dos trabalhadores nesse período.
“Dizer a todos que se tranquilizem, porque não é característica da gestão capitaneada pelo prefeito Leo Bezerra fazer algo sem diálogo com as pessoas. Essa obra já foi anunciada desde o ano passado pelo prefeito Cícero Lucena, são investimentos na ordem de R$ 32 milhões para requalificar aquele espaço, devolvendo a sociedade um equipamento realmente estruturante”, disse Marmuthe.
Reforma
O novo Mercado Central receberá investimento de quase R$ 32 milhões. O projeto prevê edifício-garagem, pavilhão de roupas, oficina gastronômica, base da Autarquia Especial Municipal de Limpeza Urbana (Emlur) e base da Guarda Civil Metropolitana. A Prefeitura já havia informado que a obra seria feita por etapas para não comprometer o trabalho dos comerciantes.
A reforma faz parte do projeto de requalificação do Mercado Central, com a proposta de modernizar a estrutura, organizar espaços comerciais e melhorar as condições de funcionamento do equipamento.