Mais da metade dos donos de micro e pequenas empresas e dos microempreendedores individuais (MEI) acredita que o possível fim da escala de trabalho 6×1 não deve alterar a rotina de seus negócios. É o que revela a 12ª edição da Pesquisa Pulso dos Pequenos Negócios, realizada pelo Sebrae, que indica um crescimento nesse grupo: passou de 47%, em 2024, para 51% em 2026.
Ao mesmo tempo, diminuiu a parcela dos empresários que enxergam impactos negativos na mudança. Esse número caiu de 32% para 27% no mesmo período. Já os que avaliam a proposta de forma positiva tiveram leve aumento, passando de 9% para 11%.
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O levantamento também mostra que o tema já é amplamente conhecido: 87% dos entrevistados afirmaram estar informados sobre a possível alteração na jornada de trabalho.
Entre os setores, a Economia Criativa lidera a percepção de benefícios, com 24% dos empreendedores avaliando impactos positivos. Na sequência aparecem Logística e Transporte (17%) e a Indústria Alimentícia (16%).
Segundo o presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, a pesquisa funciona como um indicador do ambiente enfrentado pelos pequenos negócios no país e ajuda a direcionar políticas de apoio. Ele destaca que eventuais mudanças na jornada de trabalho precisam ser construídas com diálogo entre diferentes setores, garantindo equilíbrio entre empresas e trabalhadores.
Soares também afirma que a instituição pretende atuar no fortalecimento dos pequenos negócios diante desse novo cenário, com foco em produtividade, inovação e competitividade, incluindo o uso de tecnologias como inteligência artificial e melhorias na gestão.
O debate sobre o fim da escala 6×1 tem ganhado força e está em análise no Congresso Nacional. A discussão envolve diretamente os pequenos negócios, que, desde 2023, respondem por cerca de 80% da geração de empregos no Brasil.
A pesquisa mais recente foi realizada entre 19 de fevereiro e 18 de março de 2026, por meio de formulário online, com 8.273 participantes de todos os estados e do Distrito Federal. Do total, 53% são MEIs, 40% microempresas e 7% empresas de pequeno porte.