BRASIL 247 – Quatro pedidos foram apresentados pela defesa do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na tentativa de retirar do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), a investigação sobre a destinação de emendas parlamentares a entidades relacionadas à produtora de “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro.
Os advogados buscaram transferir a investigação para o ministro André Mendonça, indicado para a Corte por Jair Bolsonaro (PL), que já estava à frente de outras apurações relacionadas ao filme. A defesa sustentou que essa circunstância justificaria a concentração dos procedimentos sob a relatoria de Mendonça.
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“Demonstrou-se que o protocolo das petições no âmbito da ADPF nº 854 não se deu por acaso, mas se tratou de verdadeira manipulação das regras de competência, a fim de criar uma prevenção artificial e inexistente do Exmo. Min. Flávio Dino para os fatos”, afirmou a defesa, de acordo com o G1.
Quatro tentativas para mudar a relatoria
As duas primeiras manifestações foram encaminhadas ao presidente do STF, Edson Fachin. Posteriormente, outras duas foram dirigidas diretamente a Flávio Dino.
O objetivo era deslocar para Mendonça a frente da investigação que apura a indicação de emendas parlamentares para entidades relacionadas à produtora de “Dark Horse”.
A argumentação apresentada pelos advogados é de que Mendonça, por já conduzir outras investigações relacionadas à cinebiografia, também deveria ficar responsável pela apuração sobre o possível uso de recursos públicos associado ao projeto.
R$ 62,8 milhões também estão sob investigação
As investigações relacionadas a “Dark Horse” abrangem outras frentes. Uma delas apura repasses de R$ 62,8 milhões realizados por Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, a pedido de Flávio Bolsonaro.
Também está sob investigação a eventual destinação de parte desses recursos para bancar Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
Outra frente trata justamente da indicação de emendas parlamentares destinadas a entidades ligadas à produtora responsável pela cinebiografia de Jair Bolsonaro.
PF apura suspeitas envolvendo emendas
Uma operação da Polícia Federal autorizada por Flávio Dino teve entre seus alvos o deputado federal Mario Frias (PL-SP) e Karina Gama, dona da Go Up, produtora da cinebiografia.
A operação investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares. A PF informou ainda ter identificado movimentações de centenas de milhões de reais entre empresas relacionadas ao esquema investigado.
Entre os crimes investigados estão peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios.

