Fato real, concreto, comprovado: no início da atual campanha política no estado, o Ministério Público Eleitoral ecoou fortemente a tese de inelegibilidade do candidato Cícero Lucena. Na prática, os dias transcorridos sob esse suspense afetaram de fato os índices da campanha do candidato.
Ponto dois: na quinta-feira passada, o TRE consolidou por 5 votos a 1 a condição elegível, portanto de ficha limpa, do candidato Cícero Lucena.
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Sendo dados reais e comprovados, a campanha do postulante não soube transformar o veredito em um “Carnaval político e de cidadania” para animar a militância e, sobretudo, o eleitorado nesta fase decisiva, a poucas semanas da votação.
Isto significa perda de oportunidade singular em momento crucial.
Mais equívocos
Na conjuntura, Cícero é quem menos usufrui da influência do cenário político nacional na Paraíba. Ele não está colado em Lula — palanque explorado por Lucas e até por Nabor — nem no bolsonarismo em torno de Efraim Filho. Nesse aspecto, segue sem uma identidade clara ligada à disputa nacional.
Em torno dele, há quem defenda a manutenção da neutralidade ou do distanciamento, mas a estratégia não tem surtido efeito prático.
Ora, se ele tem Veneziano alardeando aos quatro cantos o voto em Lula e se Ronaldo Caiado não decola, por que não se aproximar de Lula, que detém amplo apelo no eleitorado paraibano? Em 2022, João Azevêdo pediu votos para Lula, enquanto o presidente pedia votos para Veneziano no primeiro turno. É fato!
Outro descompasso
O candidato André Gadelha reagiu com razão ao se queixar da declaração de voto do prefeito em exercício Léo Bezerra em Nabor Wanderley, quebrando alinhamentos esperados com Vené — fruto de articulações controversas, mas reais da conjuntura.
Além do mais, a campanha midiática de Cícero ainda não acertou o tom nem encontrou a pegada de quem se apresenta pronto para liquidar a fatura.
Precisa de ajustes urgentes; é o comentário corrente nos bastidores.
Última
“O olho que existe / é o que vê”

