Paraíba registra 2º menor salário médio no setor de serviços do país, revela IBGE

Paraíba registra 2º menor salário médio no setor de serviços do país, revela IBGE
(Foto: Reprodução)

O salário médio mensal do setor de serviços não financeiros na Paraíba em 2024 foi de 1,4 salário mínimo. O valor está abaixo tanto da média do Nordeste, que foi de 1,6 salário, quanto da média nacional, de 2,2. Os dados são da Pesquisa Anual de Serviços (PAS) 2024, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (27).

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Entre as 27 unidades da federação, o estado teve o segundo menor salário médio do país, à frente apenas do Piauí (1,2) e empatado com Roraima (1,4). Na comparação com os demais estados nordestinos, a Paraíba superou somente o Piauí, ficando abaixo do Rio Grande do Norte (1,5), Sergipe (1,5), Ceará (1,6), Alagoas (1,6), Maranhão (1,6),
Pernambuco (1,7) e Bahia (1,7). Os maiores salários médios do país foram registrados em São Paulo (2,7), Rio de Janeiro (2,4) e no Distrito Federal (2,4).

A divisão de Serviços de informação e comunicação registrou o maior salário médio entre os grandes segmentos em 2024 (2,2 salários-mínimos), seguidos pelos Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (1,9). Dentro deste último, havia forte heterogeneidade entre os grupamentos: Outros transportes teve o maior salário médio entre todas as atividades pesquisadas (4,8), seguido pelo Correio e outras atividades de entrega (2,6) e pelo Armazenamento e atividades auxiliares aos transportes (1,7).

Já o Transporte rodoviário, que concentrava o maior contingente de pessoal ocupado do grupamento (9.686 pessoas), teve salário médio de 1,6 salário-mínimo.

Em contrapartida, diversas atividades ficaram abaixo da média estadual em 2024. As Atividades imobiliárias tiveram o menor salário médio entre os segmentos pesquisados na Paraíba (1 salário-mínimo), seguidas pelos Serviços prestados às famílias (1,2), puxados para baixo pelas Atividades culturais, recreativas e esportivas e pelos Serviços de alojamento e alimentação, ambos com salário médio de 1,1.

Os Serviços profissionais, administrativos e complementares, maior empregador do setor, tiveram salário médio de 1,3, e os Serviços de manutenção e reparação, de 1,4, praticamente no mesmo patamar da média estadual.

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