Paraíba atinge maior marca da história com 89,3% da população na internet, diz IBGE

(Foto: Reprodução)

A Paraíba atingiu a maior marca de sua história no acesso à internet, com 89,3% da população de 10 anos ou mais conectada. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) — Módulo TIC, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (2). O índice recorde representa um contingente de aproximadamente 3,2 milhões de paraibanos que utilizaram a rede ao longo do ano passado.

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De 2016 a 2025, no estado, houve um crescimento expressivo da utilização da internet pelas pessoas de 10 anos ou mais, passando de 55,4% (1,86 milhão de pessoas) para 89,3% dessa população (3,2 milhões de pessoas). Isso corresponde a um avanço de 33,9 pontos percentuais (p.p.) no indicador paraibano e significa que mais 1,34 milhão de pessoas passaram a estar conectadas.

Entre 2024 e 2025, o indicador estadual avançou 1,7 p.p. (de 87,6% para 89,3%), seguindo a tendência de expansão da conectividade digital observada tanto no Brasil (de 89,2% para 90,5%) como no Nordeste (de 87,2% para 88,5%). O indicador paraibano ficou acima do nordestino, mas continua abaixo da média nacional. O Distrito Federal (96,8%), Goiás (94,4%) e Rondônia (93,7%) seguem liderando o ranking das unidades da federação organizado em torno desse indicador.

No recorte por idade, entre 2016 e 2025, na Paraíba, a análise mostra que os jovens seguem liderando no uso da internet e que o avanço no percentual de pessoas conectadas ocorreu continuamente em todas as faixas etárias, com exceção do grupo dos mais jovens, de 10 a 13 anos, que apresentou recuo a partir de 2023. No total, houve uma queda de 6,0 p.p. no indicador desse grupo, que caiu de 89,1%, em 2023, para 85,1%, em 2024 (-4,0 p.p.), e para 83,1%, em 2025 (-2,0 p.p.).

Entre todas as unidades da federação, no mesmo período, apenas 10 apresentaram queda nesse indicador, a registrada na Paraíba tendo sido a terceira maior do país, inferior apenas às observadas em Roraima (-6,9 p.p.) e Goiás (-6,2 p.p.). Já entre 2024 e 2025, essa tendência de queda se expandiu, sendo observada em 15 estados. Em 2025, o indicador paraibano para o grupo de 10 a 13 anos ficou abaixo das médias nacional (84,4%) e regional (83,4%), sendo o 11º menor do Brasil e o 3º menor do Nordeste. Na região, foi maior apenas que os indicadores do Rio Grande do Norte (81,1%) e do Maranhão (71,3%).

Outro destaque no recorte por idade envolve os grupos etários mais velhos, com idade a partir dos 40 anos, que chamam a atenção pela magnitude do avanço do uso da internet entre seus componentes.

Tradicionalmente menos conectados, esses grupos etários apresentaram avanços muito significativos no período de 2016 a 2025. No grupo de 60 anos ou mais, a conexão passou de 14,5% para 65,4% (mais 50,9 p.p.); no grupo de 50 a 59 anos, o crescimento foi de 51,5 p.p. (36,3% a 87,8%); e no grupo de 40 a 49 anos, houve aumento de 48 p.p. (47,3% a 95,3%).

A análise por sexo mostra que, no estado, assim como nos níveis nacional e regional, as mulheres continuam estando mais conectadas do que os homens. Na Paraíba, em 2025, o percentual de mulheres com 10 anos ou mais que utilizaram a internet, no período de referência da pesquisa, foi de 90,7%, enquanto no grupo masculino a proporção foi de 87,7%. Essa diferença de 3,0 p.p. foi similar à observada em 2024 (3,1 p.p.; 89,1% contra 86%).

Quanto ao equipamento utilizado para acessar a internet, a pesquisa mostra que, no período de 2016 a 2025, houve uma tendência de queda do percentual de pessoas que usaram o microcomputador para esse fim. Esse percentual, que em 2016 era de 53,1%, caiu para 23,8% em 2025, abaixo da média nacional (33,4%) e acima da regional (21,1%).

Em contrapartida, o acesso por meio do aparelho de televisão apresentou tendência inversa, aumentando de 9,8% em 2016 para 57,9% em 2025, proporção muito próxima da média brasileira (57,8%) e superior à média nordestina (51,1%). O telefone móvel celular, que em 2016 já era o equipamento mais utilizado para acessar a internet, com um percentual de 95,3%, seguiu avançando até 2019, quando atingiu o patamar de 99% e, a partir de então, vem apresentando estabilidade em torno desse percentual.

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