PGR denuncia Romeu Zema ao STJ por calúnia contra Gilmar Mendes; procurador pede indenização

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, protocolou no Superior Tribunal de Justiça (STJ), no final da tarde desta sexta-feira (15), uma denúncia formal contra o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo). A acusação é pelo crime de calúnia contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, em virtude de vídeos satíricos publicados nas redes sociais.

A denúncia foca na série intitulada “Os intocáveis”, na qual Zema utiliza fantoches para representar ministros da Suprema Corte. Segundo a PGR, as postagens sugerem a prática de corrupção passiva ao relacionar Gilmar Mendes a decisões favoráveis a interesses ligados ao Banco Master, extrapolando o limite da crítica política e do humor.

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Embate jurídico e pessoal

O conflito entre o político e o magistrado escalou após Gilmar Mendes ironizar o sotaque de Zema e afirmar que ele teria governado Minas Gerais “com liminares do STF”, referindo-se à suspensão de dívidas estaduais. No auge da troca de farpas, o ministro solicitou a inclusão do ex-governador no Inquérito das Fake News, sob relatoria de Alexandre de Moraes. No entanto, por se tratar de atos cometidos durante o mandato de governador, o caso foi remetido ao STJ.

Além da condenação penal, a PGR solicita que Romeu Zema pague uma indenização mínima de 100 salários-mínimos (aproximadamente R$ 162 mil) pelos danos causados à imagem do ministro.

“Não vou recuar”, diz Zema

Em nota oficial divulgada após o protocolo da denúncia, Romeu Zema manteve o tom crítico e reafirmou suas convicções. “Os intocáveis não aceitam críticas. Os intocáveis não aceitam o humor. Se estão incomodados com uma sátira, deve ser que a carapuça serviu. Não vou recuar um milímetro”, declarou o pré-candidato.

Aliados de Zema interpretam a denúncia como uma tentativa de inviabilizar sua candidatura em 2026, enquanto interlocutores do Judiciário defendem que a medida é necessária para coibir o que chamam de “indústria da difamação institucional”. O STJ ainda deve sortear o relator que decidirá se recebe ou não a denúncia para tornar Zema réu.

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