Para Wellington Farias (in memoriam)
Objetivamente, neste sábado, 18 de julho de 2026, pude atestar com os olhos “que a Terra há de comer” que, felizmente, a cidade de João Pessoa já comporta atrair, ao mesmo tempo, excelentes shows musicais — como se deu com Tuaregs no Bessa Grill, Escurinho no Espaço Cultural e Cantoria para Vital Farias no Theatro Santa Roza —, com o público superlotando os lugares.
Com todo o respeito aos diversos ritmos musicais existentes, no caso específico do Tuaregs havia um público de uma geração acima dos 50 anos em face do repertório, da mesma forma que na Cantoria de Vital Farias era visível a tonalidade dos cabelos a identificar o público que superlotava o teatro.

Aliás, no aspecto específico de público, chama a atenção o fato de que, na celebração de Escurinho no Teatro de Arena, ficou evidente a renovação das gerações presentes no Espaço Cultural, como a identificar um status diferenciado para o cantor da “Ciranda dos Malucos”.
Objetivamente, na coletiva de artistas que atraiu ao camarim a genialidade de Pedro Osmar, ficou evidente que já se pode fazer shows de grande referência abrigando artistas da terra.
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Cantoria formidável
Muito bom atestar em palco a performance do violonista João Farias, da mesma forma que a de João Elomar — com os dois reforçando a presença física especial de Elomar, reproduzindo uma cantoria de valor estético a lembrar a fase de Vital ainda com Xangai em espetáculos extraordinários.
Impressiona a qualidade musical dos dois Joões. Outro dia lembrei que eles fazem, relativamente, o que Maria Rita reproduz em qualidade ao interpretar sua mãe, Elis Regina.
Mas o bom de tudo é que já dispomos de condições de abrigar públicos de qualidade em shows simultâneos, como antes não havia.
Última
“Mentira de água / é matar a sede”
