O quadrinista paraibano Paulo Moreira venceu três categorias do 42º Troféu Angelo Agostini com a HQ Boca de Siri, publicada pela Pitaya. A obra ganhou os prêmios de Melhor Quadrinho, Melhor Desenhista/Roteirista e Melhor Capista, em uma das principais premiações dos quadrinhos no Brasil.
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Lançada em outubro de 2025, a obra mistura aventura, humor, realismo mágico e crítica ambiental em uma história ambientada em João Pessoa. A trama acompanha Ygo, Vitória e Duda, três crianças que atravessam a cidade de bicicleta após descobrirem que um guaiamum gigante aparecerá na praia de Cabo Branco para tentar impedir uma obra de alargamento da faixa de areia.
Na história, o animal surge como símbolo de resistência diante dos impactos do chamado progresso sobre os ecossistemas locais. Enquanto isso, as autoridades tentam garantir o avanço da obra com uma “arma secreta”, e o trio de protagonistas decide acompanhar e apoiar o guaiamum.
A vitória no Angelo Agostini reforça a presença do quadrinista paraibano no cenário nacional. Paulo já havia sido reconhecido por Bom dia, Socorro e voltou a ganhar projeção com Boca de Siri, obra que também recebeu destaque no Prêmio Grampo neste ano.
Assim como em outros trabalhos, Paulo Moreira usa expressões locais, referências urbanas e memórias afetivas da capital para construir a narrativa. Apesar do forte vínculo com João Pessoa, o autor afirma que os conflitos abordados pela HQ ultrapassam o cenário paraibano.
“E eu acho que mais do que Bom dia, Socorro, Boca fala muito mais da cidade de João Pessoa, é bem mais localizado com mais referências que só quem é daqui, das áreas, consegue pegar. Mas, mesmo assim, tem uma boa recepção”, disse Paulo Moreira.
A entrega do Troféu Angelo Agostini está prevista para o dia 28 de junho, na Casa de Cultura do Butantã, em São Paulo. A cerimônia reunirá os premiados da 41ª e da 42ª edições.
