Caetano, Gil, Chico e Marieta entram em campanha contra Jogo do Tigrinho: “Epidemia devastando famílias”

Campanha Block no Tigrinho
Imagem: Reprodução

Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque e Marieta Severo estão entre os artistas que aderiram à campanha Block no Tigrinho, iniciativa liderada pelo movimento 342 Artes contra apostas online e jogos digitais de azar. A mobilização ganhou força nas redes sociais e cobra atenção para os impactos sociais, financeiros e psicológicos desse mercado.

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A campanha também reúne nomes como Djavan, Paulinho da Viola, Alinne Moraes, Emicida, Camila Pitanga, Letícia Sabatella, Sandra de Sá e outros artistas. No site oficial, o movimento apresenta o slogan “De que lado da influência você está?” e lista mais de 300 participantes, com soma superior a 6 milhões de seguidores.

O foco da mobilização é o avanço das plataformas de apostas e dos chamados jogos de azar digitais, como o Jogo do Tigrinho.

“As bets se transformaram em um problema de saúde pública. Uma epidemia que está devastando famílias, criando vício, sofrimento e dívidas. Essa campanha quer mostrar que a sociedade não aceita mais esse cenário”, diz o texto do movimento.

Além das plataformas, a campanha mira a atuação de influenciadores digitais que divulgam casas de apostas e jogos online para milhões de seguidores. O grupo defende que a publicidade feita por criadores de conteúdo contribui para normalizar esse tipo de prática, principalmente entre jovens e pessoas em situação de vulnerabilidade.

O movimento também questiona o uso de contas de demonstração, conhecidas como “contas demo”. Segundo a campanha, esse tipo de recurso pode passar ao público a impressão de lucro fácil, ao permitir que influenciadores exibam supostos ganhos frequentes em jogos que, na prática, envolvem risco financeiro para os usuários comuns.

No material divulgado, a campanha apresenta dados sobre o impacto das apostas no país. Entre eles, cita 1,8 milhão de brasileiros endividados por bets em 2024, 1,4 milhão de pessoas com transtornos associados a apostas online e 66,8% dos apostadores com uso problemático das plataformas.

Os organizadores defendem mais responsabilidade de empresas, influenciadores e autoridades diante da expansão das apostas online no Brasil. A mobilização também pede limitação da publicidade e maior proteção às famílias afetadas pelo endividamento e pela dependência em jogos.

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