Governo amplia crédito e renegociação de dívidas com lançamento do “Desenrola 2.0”

Novo pacote eleva prazos, carência e limites de financiamento para micro e pequenas empresas, além de prever descontos e uso do FGTS para quitar débitos

Foto: Reprodução

O governo federal anunciou nesta segunda-feira (4) um novo conjunto de medidas voltadas à renegociação de dívidas e ao acesso ao crédito. Batizado de “Novo Desenrola” ou “Desenrola 2.0”, o programa traz mudanças que beneficiam tanto pessoas físicas quanto micro e pequenas empresas, com foco na redução da inadimplência e na recuperação financeira.

Entre as novidades, estão condições mais vantajosas em linhas de crédito já existentes. Para empresas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões, atendidas pelo Pronampe, o prazo para pagamento foi ampliado de 72 para 96 meses, enquanto a carência dobrou, passando de até 12 para até 24 meses. O limite de financiamento também foi elevado, saltando de R$ 250 mil para R$ 500 mil. Além disso, o tempo de tolerância para atrasos antes de uma nova concessão de crédito aumentou de 14 para 90 dias.

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Mudanças semelhantes foram anunciadas para microempresas com faturamento de até R$ 360 mil, por meio do Procred. Nesse caso, o teto do crédito passou de 30% para 50% do faturamento anual, limitado a R$ 180 mil. Para negócios liderados por mulheres, esse percentual pode chegar a 60%. O prazo máximo de pagamento também subiu para 96 meses, e a carência foi estendida para até dois anos. Já o período de tolerância para inadimplência segue a mesma ampliação, chegando a 90 dias.

O novo programa também amplia as possibilidades de renegociação de dívidas, incluindo abatimentos significativos em contratos do Fies, que podem alcançar valores bilionários. Outra medida prevista é a autorização para uso de parte do saldo do FGTS na quitação de débitos, além da utilização de recursos classificados como “valores esquecidos” para ajudar a financiar as renegociações.

De acordo com o governo, o objetivo é aliviar o orçamento de famílias e empreendedores, facilitar a regularização de pendências financeiras e permitir que esses públicos retomem o acesso ao crédito em condições mais equilibradas.

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