O secretário de Gestão Governamental da Prefeitura de João Pessoa, Rougger Guerra, e o ex-prefeito de Cabedelo Vitor Hugo estão entre os alvos da operação da Polícia Federal deflagrada na manhã desta terça-feira (14), a mesma que resultou no afastamento do prefeito Edvaldo Neto.
A investigação apura a suposta atuação de uma organização criminosa voltada à fraude em licitações, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e possível financiamento de facção criminosa. Segundo a linha de apuração divulgada no caso, o esquema teria envolvido a contratação fraudulenta de empresas de mão de obra ligadas à facção “Tropa do Amigão”, apontada como braço do Comando Vermelho em Cabedelo.
De acordo com a Polícia Federal, a apuração identificou um “consórcio” entre agentes políticos, empresários e integrantes da organização criminosa. A suspeita é de que contratos administrativos tenham sido usados como instrumento de manutenção de poder, influência territorial e blindagem institucional, com circulação de dinheiro público em favor do grupo investigado. O montante sob suspeita pode chegar a R$ 270 milhões.
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Além do afastamento de Edvaldo Neto e de outros servidores, a força-tarefa cumpre 21 mandados de busca e apreensão. A ação foi executada em conjunto pela Polícia Federal, pelo Ministério Público da Paraíba, por meio do Gaeco, e pela Controladoria-Geral da União.
Vitor Hugo já havia sido alvo de outra investigação da PF ligada ao cenário político de Cabedelo. Em novembro de 2024, ele e André Coutinho apareceram entre os investigados da segunda fase da Operação Em Passant, que apurava influência de facção criminosa nas eleições municipais da cidade.