As mulheres negras ocupam 72% das vagas femininas em empresas de médio e grande porte na Paraíba, somando 55,3 mil profissionais. Segundo o 5º Relatório de Transparência Salarial, divulgado nesta segunda-feira (27), o estado possui 504 estabelecimentos com mais de 100 funcionários, que juntos geram 198,3 mil empregos. Embora os homens ainda liderem o volume de vínculos (121,5 mil), os dados do Ministério do Trabalho revelam o protagonismo da mão de obra negra na composição do setor privado paraibano.
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O 5º Relatório de Transparência Salarial mostra que o mercado de trabalho formal brasileiro avançou de forma significativa em 2025, com destaque para a ampliação da participação feminina e, especialmente, para o crescimento da contratação de mulheres negras em grandes empresas. O número de mulheres pretas e pardas empregadas em estabelecimentos com 100 ou mais trabalhadores cresceu 29% entre 2023 e 2025, passando de 3,2 milhões para 4,2 milhões, o equivalente a mais de 1 milhão de novas contratações formais. Já o crescimento do emprego na soma total de mulheres foi de 11%, passando de 7,2 milhões para 8,0 milhões, um aumento de 800 mil empregadas no período.
Desigualdade
O resultado nacional acompanha o aquecimento da economia e a expansão do emprego formal no país, ao mesmo tempo em que reforça a importância das políticas públicas voltadas à promoção da igualdade de oportunidades e de renda. Embora o avanço do emprego feminino represente a ampliação da inclusão produtiva, o relatório evidencia que a desigualdade salarial entre homens e mulheres ainda persiste.
Na Paraíba, a remuneração média das mulheres nos estabelecimentos com 100 ou mais empregados em dezembro de 2025 foi de R$ 2.281,52, contra R$ 2.776,21 dos homens. As mulheres negras tiveram como rendimento médio R$ 2.101,60, enquanto o valor médio para as mulheres não negras ficou em R$ 2.750,59. Já os homens negros receberam, em média, R$ 2.558,76 e os homens não negros, R$ 3.483,73 no estado paraibano.
Nacional
No Brasil, o estudo aponta que as mulheres receberam, em 2025, em média, 21,3% a menos que os homens no setor privado com 100 ou mais empregados, percentual que subiu em relação a 2023, quando era de 20,7%. Em 2025, o salário médio das mulheres no momento da admissão esteve cerca de 14,3% abaixo do registado para os homens, percentual igualmente superior aos 13,7% verificados em 2023.